Placar é um CD admirável
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 1998
Agência Globo 
Foto: ArquivoPelé, sempre em forma: Até hoje o mestre mantém esse mesmo corpinho, como nos anos 70, nos braços de Jairzinho, na Copa do MéxicoDois CD-ROMs que acabam de chegar ao mercado tratam de duas unanimidades nacionais: mulher e futebol. Comecemos pela quase unanimidade número 1: futebol. O Almanaque Placar de Futebol 2 desperta até em decanos sedentários a vontade de entrar em campo com a camisa amarela - e de graça, ainda por cima, o que parece mais grave. É um CD admirável: abunda em informações, fotos, dicionário, curiosidades e - quem diria - até em mulheres.
O disco está dividido em quatro grandes partes: Copa do Mundo, Deuses e Deusas, Dicionário do Futebol e Jogando com Placar. Estão lá as histórias detalhadas de todas as Copas, estatísticas e fichas técnicas dos jogos, dados sobre todas as finais e dezenas de fotos.
O Brasil, claro, tem papel de destaque e merece quilos de megabytes sobre seus sucessos e agruras. São particularmente felizes os vídeos com 21 gols de heróis brasileiros entre as copas de 1954 e 1994: Pelé (claro), Amarildo, Garrincha, Jairzinho, Tostão, etc. Destaque: um golaço de Julinho num 5 a 0 contra o México, em 1954. Tem um do Maradona (??), em 86, e até gol do Zagallo, num 5 a 2 sobre a Suécia, em 1958! Bons tempos, bons tempos.
Há mais. O CD tem fichas com todos os jogos de grandes estrelas como Túlio (Botafogo), Bebeto (Botafogo), Pelé (alvinegro), Reinaldo (idem) e outros de distinto jaez, como Zico, Ronaldinho, Romário e, ai, Roberto Dinamite.
O dicionário também é muito interessante. Bad boy, por exemplo, é uma expressão que se encaixa com perfeição em craques como Romário e Edmundo. Momento cultural: zicado não tem nada a ver com aquele rapaz que jogava no (com o perdão da palavra) Flamengo. Zicado é o jogador azarado, que se lesiona com frequência. Você sabia? Bem... o dicionário é paulista.
Em resumo, uma obra de referência bem básica, entende? Enfim, para quem gosta, o CD bate um bolão (agora com o perdão do trocadilho). Tanto que nem precisava da striper Malu Bailo, que vai tirando a roupa à medida que você acerta as regras do futebol. É um momento curioso, sim, mas precisar, não precisava. O quê? Estás me estranhando? Eu sou espada, ô meu!
Por falar nisso, é inevitável o link com o CD-ROM Playboy. É um título honesto: vai direto ao assunto. E quem gosta dele não precisa usar o manjado truque daqueles marmanjos mentirosos, que dizem comprar a revista só porque as entrevistas são ótimas. Bobagem: é mais honesto comprar o CD.


