Em 1984, à época da Ditadura Militar, os videogames ficaram submetidos a uma política chamada de reserva de mercado. O objetivo era proteger a economia do país, então em recessão. Dessa forma, ficou proibida a entrada de empresas estrangeiras que fabricassem produtos com microprocessadores e microcontroladores e a venda de produtos importados no Brasil. Era uma alternativa para que as empresas nacionais desenvolvessem equipamentos próprios e ajudassem a fortalecer a indústria brasileira, conta Garrettimus.
''Na prática, acabou-se inaugurando uma 'pirataria legalizada''', ele afirma. Empresas como Dismac e Milmar criaram cópias nacionais dos aparelhos importados sem pagar royalties, nem direitos autorais. Em comparação com os cartuchos oficiais da Polyvox, empresa do grupo Gradiente, que assumiu a produção e comercialização do Atari no Brasil, os cartuchos nacionalizados eram bem mais baratos, pois a Polyvox pagava royalties à empresa norte-americana.
Além disso, as novidades, quando se tratava da empresa oficial, demoravam mais a chegar. Demorou quase sete anos para que os consoles chegassem oficialmente no Brasil. ''A produção de videogames e de cartuchos 'clones', não oficiais, ajudou a popularizar e a alavancar o novo fenômeno que surgia no Brasil.''(M.F.C.)

Imagem ilustrativa da imagem 'Pirataria legalizada' nos anos 80
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