Pesquisas em andamento e extensão universitária
O Departamento de Física da Universidade de Londrina tem diferentes laboratórios que desenvolvem as mais variadas pesquisas. Um deles é o Laboratório de Óptica e Optoeletrônica, que trabalha com as técnicas de fotorefletância e fotoluminescência.
Entre os objetivos desse laboratório está o estudo das propriedades ópticas de materiais semicondutores e de estruturas compostas por estes materiais, com amplo emprego em dispositivos da microeletrônica e optoeletrônica usados em informática e telecomunicações.
Parece extremamente complicado, mas o professor Ivan Frederico Lupiano Dias (pós-doutorado), um dos responsáveis pelo laboratório, explica: a técnica de fotorefletância faz incidir luz sobre materiais e, a partir dessa refletividade, é possível obter informações importantes sobre materiais que têm aplicações na área de telecomunicações. A técnica permite a interpretação desses materiais. As amostras, por exemplo, são empregadas para fazer lasers semicondutores.
Um exemplo da aplicação em telecomunicações é o caso do telefone. A transmissão da fibra óptica tem que transformar o sinal elétrico em luz. E para fazer isso tem que haver um dispositivo, que faz a amplificação estimulada da luz. Ainda não estamos na etapa do dispositivo, mas fazemos pesquisas com laser.
O professor conta que o que é feito no laboratório, em síntese, é a montagem de técnicas para trabalhar com um certo tipo de material. O resultado pode ser tanto o desenvolvimento de materiais semicondutores que podem ser usados na eletrônica e optoeletrônica quanto a publicação da pesquisa.
A outra técnica de caracterização óptica empregada é a de fotoluminescência, cujo laboratório está em fase de implementação e deve iniciar suas atividades em março do próximo ano. Esta técnica é considerada extremamente versátil na determinação da qualidade e no estudo de amostras de materiais semicondutores.
Segundo Dias, o laboratório tem equipamento e técnica disponíveis. Eventualmente, podemos atender à demanda industrial. Estamos abertos a isso e os interessados devem entrar em contato.
PesquisasOutro laboratório do Departamento é o de Física Nuclear Aplicada (LFNA). Depois de iniciar suas atividades há 20 anos, hoje mantém um programa de Iniciação Científica, orientando 32 alunos de graduação e pós-graduação e um de especialização. Atualmente, existem também dois alunos em nível de mestrado. Foram 12 projetos de pesquisas, que receberam apoio de agências de fomento. O laboratório também realizou trabalhos de extensão universitária, como o da medida da contaminação de leite e queijo importados pelo Paraná, solicitado pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná após o acidente nuclear de Chernobyl (Ucrânia), em abril de 1986.
O PHd Carlos Roberto Appoloni, um dos fundadores do laboratório, fala das principais pesquisas científicas em andamento. Ele destaca a determinação da erosão do solo através da medida da concentração de Césio 137; a caracterização de cerâmicas arqueológicas por métodos nucleares não destrutivos; a medida de traços radioativos em amostras alimentares; o estudo do movimento da água no solo por transmissão de raios gama, e a medida da porosidade do solo por transmissão de raios gama.
O professor Otávio Portezan Filho, membro do grupo de Física Nuclear Aplicada, lembra que estas pesquisas apontam para técnicas de grande utilidade nas áreas de agronomia ou engenharia civil, por exemplo. Como é o caso do estudo da erosão do solo através da quantificação do Césio 137, método desenvolvido no laboratório e que pode ser utilizado na área agronômica.
As pesquisas do Laboratório de Física Nuclear Aplicada são desenvolvidas por um grupo formado por seis professores, nove alunos de iniciação científica (graduação) e dois do mestrado que desenvolvem suas teses com base nas pesquisas. (J.S.)





