Pesquisas confirmam: homens estão com taxas mais baixas de esperma
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quarta-feira, 18 de março de 1998
Agência Estado e Reuters 
ReproduçãoDescartadas as diferenças como idade, temperatura e origem étnica, os poluentes orgânicos estariam ligados à queda de espermas em todo mundoA vida moderna está atingindo os homens onde mais dói, com contagens de esperma caindo mais rapidamente que qualquer um achava, afirmam pesquisadores americanos.
Especialistas que entraram em ação para tranquilizar os temores de contagens de esperma em queda, descobriram para seu pesar que as contagens estão ainda mais baixas que o que havia sido relatado. Acho que este estudo irá mudar o debate sobre o declínio de esperma de se para por que?, disse Shanna Swan, chefe do departamento de epidemiologia reprodutiva no Departamento de Serviços de Saúde da Califórnia (EUA), que liderou o estudo.
A Academia Nacional de Ciências pediu a Swan que escrevesse o relatório definitivo sobre a questão, que está fervendo desde 1992, quando Niels Skakkebaek, Elisabeth Carlsen e colegas da Universidade de Copenhague (Dinamarca) relataram que contagens de esperma estavam em queda no mundo todo.
Seu anúncio causou uma onda de debates e estudos publicados desde então que mostraram resultados conflitantes. Pesquisas britânicas descobriram que homens nascidos nos anos 70 tinham 25% menos esperma que os nascidos nos anos 50, enquanto Harry Fisch, do Centro Médico Presbiteriano de Nova York descobriu que os homens ali tinham contagens mais altas de esperma, sem nenhuma evidência de declínio. O grupo de Swan reanalisou os 61 estudos publicados sobre contagem de esperma que o grupo de Carlsen usou originalmente. No geral, na Europa e nos Estados Unidos há um declínio forte e significativo, ela disse numa entrevista. O Instituto Nacional de Saúde (NHI) concordou. Sua análise de dados coletados de 1938 a 1990 indica que as densidades de esperma nos Estados Unidos exibiram uma média anual de declínio de 1,5 milhões de esperma por milímetro da amostra coletada, ou cerca de 1,5% por ano, disse o NIH. Os que vivem em países europeus tiveram uma queda dobrada (3,1% ao ano).
Swan disse que aceitou a tarefa esperando desbancar as teorias que davam conta da queda de esperma. A primeira vez que li Carlsen fiquei desconfiada, francamente, por causa de sua simplicidade, disse. Mas depois de análises cuidadosas ela mudou de idéia. Swan começou sua própria análise de contagens de esperma de 1934 a 1996. Trabalhei o suficiente para ter certeza que o básico não vai mudar, disse.
E qual é a causa? Desde o início, os pesquisadores concordaram num ponto: Uma vez que descartarmos diferenças como o cigarro, temperatura, idade e origens étnicas, o que temos são os fatores ambientais, disse Swan. Ela, e muitos outros especialistas, culpam poluentes orgânicos persistentes (POPs), que variam de pesticidas como o DDT a químicos industrais tais como os PCBs.
Foi demostrado que todos trabalham como hormônios como o estrogênio, que podem tanto fazer surgir características femininas quanto anular hormônios masculinos. Eles são encontrados no solo, mares e na comida e duram muito tempo.
Swan disse que a fertilidade obviamente não era a grande questão, já que bebês ainda estão nascendo. No entanto, a contagem de esperma é um sinal, uma bandeira vermelha ... para o câncer nos testículos. Nós esperaríamos efeitos de logo alcance. Você não pode afetar algo como o sistema reprodutivo sem afetar outros sistemas no corpo. Um relatório recente dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que os casos de hipospadias, um defeito de nascimento no pênis, também dobraram. Nestes casos, a abertura normal na cabeça do pênis de um garoto encontra-se em outra parte do órgão.
Taxas de câncer infantil estão crescendo em cerca de 1% por ano nos Estados Unidos, e a Agência de Proteção Ambiental (EPA), montou um escritório para estudar se a culpa é dos produtos químicos. Swan disse que também gostaria de estudar uma tendência comum nas meninas de hoje: a puberdade precoce. Ela citou um estudo, publicado no jornal Pedriatics, que descobriu que 40% das garotas negras examinadas em 218 consultórios médicos, passavam pela fase de desenvolvimento dos seios com 8 anos de idade.


