Pesquisadores brasileiros
datam estrelas da Via Lactea
As estrelas do centro da Via Láctea são tão antigas quanto as que compõem o halo Galáctico (parte mais exterior da galáxia). A primeira evidência disso fora obtida com imagens diretas do Telescópio Espacial Hubble, como publicado em Ciência Hoje nº 115.
Nova evidência para isso pôde ser obtida com a continuação das pesquisas conjuntas entre o Instituto Astronômico e Geofísico da USP e as universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a de Padova (Itália).
As pesquisas, desta vez espectroscópicas, foram realizadas em dois dos cerca de 30 aglomerados de estrelas que formam o bojo da nossa galáxia. Estima-se que cada um desses aglomerados possua um milhão de estrelas.
Segundo Beatriz Barbuy, do IAG/USP, uma das evidências de que as estrelas do centro são tão antigas quanto as da periferia da galáxia é a abundância de oxigênio, cálcio, titânio e magnésio que apresentam, em relação ao ferro.
‘‘O enriquecimento químico do centro da galáxia deve ter ocorrido por explosões de supernovas de alta massa, que antecederam a formação das estreals do bojo’’, explica a pesquisadora.
Esses dados foram obtidos por espectropia de alta resolução, utilizando-se os grandes telescópios - com espelhos de quatro metros de diâmetro - do Observatório Europeu Austral, no Chile. (Revista Ciência Hoje)

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