O pesquisador musical Silvio Julio Ribeiro idealizou um banco de dados de discos, o DiscoGraphy, e com a ajuda dos analistas de sistemas José Mauro Abahão e Ana Lima, que desenvolveram o software, conseguiu o apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro.
Segundo Julio Ribeiro, trata-se de um catálogo dos discos de interprétes brasileiros, independentemente de gêneros ou estilos, do 78 RPM (rotação por minuto) ao CD.
‘‘Hoje já cadastramos 20 mil discos e esperamos atingir 100 mil até junho de 1999. Fora isto, estamos informatizando as discotecas de vários pesquisadores, críticos e colecionadores de discos de música popular brasileira, além das próprias gravadoras’’, informa o pesquisador.
A idéia de catalogar a produção fonográfica brasileira surgiu há cerca de 10 anos. Mas do planejamento até o desenvolvimento do produto foram muitos estudos, conforme Julio Ribeiro.
‘‘Criei o DiscoGraphy porque não encontrei no mercado nenhum software que fizesse o que eu queria’’, revela.
Antes de adquirir o software, o interessado tem o direito a um demo, pelo endereço www.discography.com.br. ‘‘Além de poder cadastrar os seus discos no melhor e mais completo software disponível no mercado, o usuário terá direito gratuitamente ao catálogo. Ele poderá ajudar mais ainda se cadastrar os seus discos no DiscoGraphy adquirido e nos mandar uma cópia do mesmo em disquete’’.
O pesquisador explica que, com o envio de disquete, será possível selecionar os discos ainda não cadastrados. Informações complementares preenchidas no software também poderão ser aproveitadas no catálogo, caso sejam enviados disquetes. É que o DiscoGraphy registra todos os dados possíveis sobre o disco, como ano de lançamento, nome do interpréte, autores das músicas, regência, gravadores e ficha técnica.

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