Os números sobre os novos empregos que estão surgindo impressionam – em especial no e-commerce. Segundo Célio Antunes, diretor de tecnologia da Fiesp e presidente da Impacta, o e-commerce deverá gerar cerca de 80 mil empregos no País nos próximos três anos. Entre as áreas com maior demanda estão programadores e desenvolvedores ASP, HTML, Java e JavaScript. Só em 2001 haverá uma demanda por 21 mil profissionais.
‘‘Esse número se baseia em pesquisas da JP Consultores e do IDC’’, diz Antunes, que criou um portal de empregos voltado tanto para profissionais quanto empresas (www.fiti.com.br). Segundo dados recentes nos EUA, hoje, de cada US$ 100 mil gerados no e-commerce cria-se um novo emprego.
André Kischinevsky, do Infnet, vai mais além. ‘‘De acordo com o Gartner Group, há nos EUA um milhão de vagas para profissionais de TI e o Brasil entrará em processo de demanda semelhante no fim deste ano.’’
Já a Promit (Associação dos Profissionais de Mídias Interativas (www.promit. com.br) concluiu no começo do ano pesquisa com 400 profissionais Web no País e constatou que 61% trabalham com desenvolvimento de sistemas (destes desenvolvedores, 45% lidam diretamente com websites e multimídia), 11% com webmarketing e 10% com análise. Do total, mais de 70% são autodidatas na área (embora possuam ao menos um curso universitário), enquanto apenas 13% fizeram cursos formais ligados a sua atividade.
Em relação aos cargos ocupados, há 19% de programadores, 16% de webdesigners, 9% de webmasters e 10% de coordenadores de projetos. As equipes que trabalham nos sites ainda são, na maioria, pequenas, possuindo menos de cinco pessoas (65% dos casos). E, apesar da demanda, os salários não são exatamente o fino da bossa: 47% recebem entre mil reais e R$ 3 mil, enquanto 32% ganham menos de mil reais. Só uma minoria de 7% recebe acima de R$ 5 mil.

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