O aquecimento progressivo da economia nacional verificado desde que houve a desvalorização do real em relação ao dólar, em janeiro de 1999, tem seus reflexos positivos na produção industrial paranaense. A maioria dos setores está com crescimento nas vendas e com perspectivas de fechar o ano com melhores resultados em relação ao ano passado. Há estimativa ainda de que haja geração de mais empregos.
As pesquisas feitas pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) junto aos 19 sindicatos das empresas indicam que o faturamento industrial foi 14% maior no primeiro trimestre sobre os primeiros três meses de 2000.
Em 99, o balanço anual da Fiep mostrou um desempenho positivo de 3% no faturamento em relação a 98. No ano passado, as vendas cresceram quase 9%, três vezes mais.
O recuperação da atividade industrial a partir de 99 seguiu uma tendência nacional. Nesta época, as indústrias paranaenses estavam com um faturamento 58% acima do patamar registrado em 1992, quando a pesquisa começou a ser feita. Sete dos 18 segmentos pesquisados tinham apresentado resultado positivo. Entre os principais estão: material de transportes, madeira, química, têxtil e perfumaria.
Mas nem todos conseguiram manter o crescimento em 2000. Madeira, por exemplo, piorou seu faturamento e fechou o ano passado com queda de 7,8% sobre 99, quando vendeu 19% a mais. A indústria têxtil fechou estagnada, com ligeira redução das vendas em 0,16%.
Alguns setores da indústria comemoram dois anos seguidos de expansão. A liderança é da indústria de material de transportes, que teve crescimento de 21,6% e de 93% nos últimos dois anos, respectivamente. O setor químico, onde se encontram as usinas de cana-de-açúcar, tem um faturamento acumulado de 31%. Perfumaria, sabão e velas aumentaram em 7,7% as vendas, em 99, e 7% no ano passado. Vestuário, que tem a maior concentração de fábricas na região de Cianorte, teve crescimento acumulado nas vendas de 9,5% em 99 e 2000. Já a indústria da transformação vendeu 12% a mais e a mecânica 13%.
Mas apesar de o País passar por um momento considerado positivo em sua economia, alguns segmentos industriais amargam números pouco satisfatórios. A indústria da metalurgia, que tem grande concentração de fábricas na região de Curitiba, por dois anos consecutivos teve queda nas vendas.
Em 99 sobre 98 a redução do faturamento foi de 20,3% e no ano passado sobre 99 foi de 5%. A indústria do couro e de peles vendeu 23% a menos no ano passado sobre 99, quando os resultados já eram negativos em 5,6%. As empresas de materiais plásticos tiveram queda de 5% em 99 e de 3,3% em 2000.

mockup