Para Rodrigo Krug, diretor da Cliever, enquanto lá fora o consumo das impressoras 3D é mais voltado ao uso doméstico, por aqui, o foco é o uso corporativo. Mas por causa do preço, os fabricantes declaram não haver dúvidas de que, num futuro breve, os brasileiros também passarão a adquirir o produto como se fosse mais um eletrodoméstico. Mesmo que o projeto de impressão exija conhecimento em modelagem 3D, já existem softwares com versões gratuitas que permitem a pessoas leigas desenvolverem um projeto tridimensional, como o Google SketchUp. Além disso, já existem páginas na internet que disponibilizam projetos prontos para impressão.
A utilidade de uma impressora 3D em casa ultrapassa os limites da criatividade. O equipamento pode ser utilizado para imprimir objetos de arte ou até mesmo uma pecinha de Lego que não existe, propõe Guilherme Vaz, designer de produto da Metamáquina. Na visão de Rodrigo Spinosa, professor do Departamento de Design da UEL, a impressora 3D poderá até mesmo revolucionar o atual modelo de consumo, tornando-o mais personalizável e ainda evitando desperdícios. "Ao invés de estoques imensos, os produtos passam a ser virtuais e materializa-se só o que é utilizado."(M.F.C.)

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