Neste início de ano surgiram muitos lançamentos de produtos convencionados como mini PCs. Eles surpreendem pelo tamanho – 10 cm x 10 cm ou até a dimensão de um memory stick – e pela potência. Equipados com a última geração de processadores, eles podem, em alguns casos, substituir o desktop sem deixar a desejar nos quesitos desempenho e armazenamento.
Os mini PCs também são utilizados como media center para filmes, música e jogos. "Como vêm com adaptador, é fácil instalar em TV e monitores", afirma Orlando Sodré, gerente da Zotac, fabricante de placas mãe e placas gráficas que têm no portfólio modelos de mini PCs. Os produtos da empresa também vêm com controle remoto. "Também temos vários modelos que podem ser utilizados para jogos", completa Sodré. Estes vêm com processadores e placa de vídeo mais potentes.
Os computadores tamanho mini ainda possuem conectividade Wi-Fi e Bluetooth. "Conecta-se com a TV, câmera fotográfica, tablet e smartphone tornando-se sua central de mídia", ressalta Ivan Felix, diretor comercial da Gigabyte, fabricante de placas mãe e mini Pcs. Segundo ele, o minicomputador consome menos energia e é mais barato. No caso de uma eventual necessidade de trocar o aparelho, vence de notebooks e computadores all-in-ones por ser avulso, aproveitando-se monitor, teclado e mouse.
A Gigabyte não informou preços, mas o último lançamento da Zotac (veja foto) custa R$ 900 o modelo mais básico.
Com o Windows 8, adequado para a tecnologia touchscreen, e monitores sensíveis ao toque chegando ao mercado, Felix acredita que os mini PCs têm um bom futuro. De acordo com ele, o Brasil representa 6% do mercado mundial de mini PCs da Gigabyte.
Recentemente, a Dell lançou um dispositivo pouco maior que um memory stick, que pode ser conectado a uma TV ou um monitor e transformado em um thin client (terminal magro), sem a necessidade de uso de um computador. Com o dispositivo, torna-se possível o acesso a conteúdos (fotos, músicas ou vídeos), apresentações, aplicativos e recursos presentes em cloud computing para tarefas pessoais ou profissionais. A novidade foi batizada de Dell Wyse "Projeto Ophelia" e tem sido tratada pela mídia como mais um integrante da família dos mini PCs. O dispositivo utiliza o sistema operacional Android 4.
"Os smartphones têm telas pequenas, tablets e PCs nem sempre são os mais convenientes para se carregar, e todos esses dispositivos dependem de baterias de duração limitada. O ‘Projeto Ophelia’ transforma TVs e monitores compatíveis em estações de trabalho ou entretenimento pessoais, confiáveis e habilitadas com Wi-Fi", comentou Tarkan Maner, vice-presidente e gerente geral de Cloud Client Computing da Dell, em material enviado pela assessoria de comunicação. O dispositivo não tem bateria. Utiliza a energia do monitor ou TV.
O produto é indicado para profissionais que passam muito tempo fora do escritório e não podem estar com um notebook o tempo inteiro ou consumidores que desejam acesso instantâneo a jogos ou conteúdos em cloud. Também é indicado para jogadores que querem uma melhor experiência interativa em um monitor maior, diz a fabricante. O "Projeto Ophelia" estará disponível na América Latina neste primeiro semestre de 2013.

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