Participação da sociedade é importante
Participação
da sociedade
é importante
Nos anos 60, havia uma crença na Austrália de que as espécies nativas daquele continente não eram adequadas para jardinagem. Essa situação começou a mudar após a criação da Sociedade para o Cultivo de Plantas Australianas, que aos poucos criou uma representação em cada cidade. Hoje, o paisagismo com espécies nativas é a meta de quase todas as prefeituras e a Austrália está exportando flores de espécies nativas, em uma indústria de milhões de dólares. Tanto que muitas espécies que infestam os jardins do Sul do Brasil vieram da Austrália. O exemplo australiano mostra que a formação de sociedades locais, por jardineiros amadores, poderia ter a longo prazo, um grande efeito na política nacional nessa área.
Algumas universidade e prefeituras já estimulam o uso de espécies nativas, mas são tentativas feitas em escala local, qunado o paisagismo com espécies nativas deveria ser adotado como uma meta em várias escalas, de jardins particulares até o governo federal. As listas de plantas regionais recomendadas para paisagismo em cada região poderiam ser elaboradas por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou a empresa Braisleira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em colaboração com as universidades de cada área. Já as listas de espécies mais características de cada cidade seriam escolhidas pelas prefeituras, através de seus setores de parques e jardins ou de meio ambiente, contando com a colaboração de escolas, associações particulares e empresários locais, principalmente produção de mudas.
O Brasil teria muito a ganhar com um planejamento desse tipo. Uma vantagem importante seria a diminuição da pressão para introduzir espécies potencialmente nocivas à agricultura ae à natureza brasileiras. Além disso a renda de empresas locais aumentaria, assim como o potecial turístico das cidades. E, talvez mais importante, a diversidade paisagista e cultural poderia ser mais bem apreciada pelas crianças, que nas próximas décadas estarão tomando decisões sobre o meio ambiente.





