Paraguaios compram e confiam nos produtos feitos no Brasil
A abertura de mercado entre Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil facilitou a entrada de programas e programadores brasileiros, principalmente no Paraguai, país com quem tradicionalmente os moradores de fronteira mantêm uma relação comercial dinâmica. O mercado de equipamentos praticamente não se altera porque há poucos investimentos em tecnologia e os quatro países são importadores.
Os paraguaios compram e confiam na tecnologia do Brasil, disse à Folha, o gerente técnico da Interdata informática, Gerson Luís Alves. Ele acredita que cerca de 80% dos softwares existentes no estado de Alto Paraná e Canindeyú (Paraguai) foram desenvolvidos por brasileiros. Os argentinos oferecem resistência à entrada de programas brasileiros, mesmo na cidades fronteiriças.
De acordo com o gerente da PPT Informática, Everton Coimbra de Araújo, há empresas que se dedicam a desenvolver software para o mercado externo. O Softex 2000, por exemplo, é voltado para o mercado externo. O Softex 2000 propõe programas de qualidade total que podem ser adotados por várias empresas.
A fórmula de produzir um programa para vários clientes é uma tentativa de fugir ao alto custo cobrado pela exclusividade e uma forma de atingir maior quantidade de pessoas. O cliente quer um custo competitivo e a empresa está sempre procurando alternativas, sem perder a qualidade, argumenta Everton, cuja empresa é especializada em treinamento.
Treinamento e fornecimento de programas para empresas são os dois segmentos do mercado com maior tendência de crescimento, segundo Gerson. Dos 200 mil habitantes de Foz do Iguaçu, estima-se que cerca de 20% tenham computador.
Foz tem 25 empresas de informáticas atuando no mercado, das quais 10 organizadas com escritório e equipes técnicas. As outras são constituídas basicamente pelo dono da empresa. Estas pessoas têm um mercado doméstico amplo, por assumirem a postura do médico do computador, com atendimento personalizado a um custo reduzido, bem diferente de uma empresa.
As empresas precisam de informações atualizadas e buscam melhorar a qualidade para competir no mercado. Produzir estes programas é um desafio dos técnicos em computação que ganham com isso uma boa perspectiva de mercado.





