Para fazer o bem
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de março de 2014
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A tecnologia pode assumir o importante papel de tornar mais simples doações a instituições sem fins lucrativos. A pesquisa de 2013 World Giving Index, da Charities Aid Foundation, mostra que o Brasil está na 72ª posição no ranking de países que doam dinheiro a causas sociais no mundo, e na 91ª posição no ranking geral, que inclui outros critérios como "ajuda a um estranho" e tempo de voluntariado.
"É muito difícil doar no Brasil", diz a diretora do Movimento Arredondar, Nina Valentini. Para ela, o Brasil oferece poucas facilidades para que as pessoas façam doações, e isso desestimula o hábito. Mas por iniciativa do grupo e com o apoio de sistemas de gestão do varejo, em algumas lojas no País, os poucos centavos de troco que muitas vezes viram balinha podem ser convertidos em doação.
Quando a compra ficou em R$ 18,97, por exemplo, o sistema sugere arredondar para R$ 19. O valor máximo para doar é R$ 0,99. Ao final da transação, o comprovante fiscal mostra a doação e o processo é lançado para o sistema de gestão do Arredondar.
A Consinco, fornecedora de software de gestão corporativa, é uma das empresas que incluiu no seu sistema de gestão de frente de caixa o módulo que permite ao consumidor arredondar o valor de sua compra. Todos os clientes que utilizam a solução são cerca de 5 mil pontos de venda pelo País - terão o recurso disponível a partir da próxima atualização.
O módulo não representa custos adicionais ao cliente, e facilita "arredondar" valores tanto para o estabelecimento quanto para o consumidor, afirma José Maria Donizeti da Silva, gerente de produtos da Consinco. "Muitas vezes nossos clientes não sabem como fazer para doar, participar de um programa. Com o módulo, conseguimos dar uma opção a mais para a colaboração com o terceiro setor."
De acordo com Nina Valentini, o Arredondar tem o objetivo de minimizar barreiras que o cidadão tem para doar, incorporando o hábito ao dia a dia, em pequenas compras. "Junto com as facilidades da tecnologia, ficou mais fácil criar novos modelos", comenta. As lojas parceiras do Movimento por enquanto estão apenas em São Paulo, mas Nina diz que o projeto se encontra em fase de expansão para outros estados.
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