Para deter a maré de lixo
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SP), através da Coordenadoria de Educação Ambiental (CEAM/SMA), comemora o Ano Internacional dos Oceanos com o lançamento de uma publicação especial em duas cores e 117 páginas. O Guia Didático sobre o Lixo no Mar, editado originalmente pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), foi traduzido e adaptado para a realidade brasileira. Abaixo damos algumas dicas do Guia.
- Bexigas são perigosas - Todos os anos, milhares de bexigas são lançadas no ar. Algumas, acidentalmente, mas a maioria por ocasião de eventos públicos ou casamentos, inauguração de centros comerciais e outras celebrações. As pessoas acham bonito vê-las pairando no ar. Embora aparentem desaparecer no espaço, o que acontece é que, ao perderem o gás ou o ar que contêm, voltam à terra. Algumas chegam ao mar, convertendo-se em uma forma nociva de lixo marinho. Alguns animais, especialmente as tartarugas do mar, podem ingerir as bexigas, o que causa o bloqueamento das vias respiratórias, ocasionando até asfixia; podem, ainda, introduzir-se nas vias intestinais, perturbando a digestão.
- Pesca acidental - Quando se jogam ou perdem redes ou outro instrumento de pesca, estes continuam pescando animais marinhos muito tempo depois de esquecidos pelo pescador. Se não podem libertar-se a tempo, afogam-se ou morrem de fome. No Oceano Pacífico, verificou-se que uma rede de 1.500 metros de comprimento continha 99 aves marinhas, dois tubarões e 75 salmões. Estimou-se que a rede havia estado à deriva por um mês e havia percorrido mais de 100 quilômetros.





