Palavrão afasta crianças das salas de bate-papo
A funcionária pública Lucélia Pires Ferreira trabalha durante o dia e só permite que os filhos, Marcos Martins Ferreira Júnior, de 13 anos, e Marcelo Augusto Ferreira, de 9 anos, acessem à rede nos finais de semana. Ainda assim, ela diz que procura dar uma olhada sempre que os filhos estão navegando. Dependendo do site pode atrapalhar e interferir no comportamento das crianças, justifica. Longe de ser linha dura, Lucélia acredita na relação de confiança que tem com os filhos quanto ao uso saudável da Internet.
Marcos e Marcelo confirmam que o uso só é liberado nos finais de semana ou então quando precisam fazer pesquisas para o colégio. Para Marcos, a Rede é legal para conhecer pessoas e a parte chata é que tem gente que fala muito palavrão, mesmo nas salas de idade entre 10 e 15 anos. O irmão mais novo, Marcelo, gosta mesmo é dos jogos animados.
A diretora escolar Luzia Maria de Jesus Alves tomou algumas precauções antes de liberar o uso da Rede para as filhas Nayara Alves Men, de 11 anos, e Samya Alves Men, de 5 anos. Como tinha medo de apertar os botões ela se matriculou, juntamente com a filha mais velha, num curso sobre Internet oferecido pelo Senac. Não podia deixa-la mexer numa coisa que eu própria não conhecia, justifica a mãe. Ela diz que o curso foi válido porque deu dicas importantes de como navegar com segurança.
Para evitar problemas, Luzia optou por instalar um controle de acesso para sites menos indicados para as filhas. Nayara não reclama, já que usa a Internet mais para pesquisas escolares e para visitar o site dos rapazes cantores do Backstreet Boys e da Ana Maria Braga, para pegar receitas para minha mãe. Quanto aos chats (salas de bate-papo), ela diz que entrou algumas vezes mas não acha muito interessante. Na sala do UOL (de 10 a 15 anos), que eu entro de vez em quando, tem muito palavrão e os meninos são todos mais velhos, reclama a estudante.
Samya, a irmã mais nova, ainda não navega sozinha, mas já demonstra intimidade com o computador, principalmente com os jogos e com o programa PaintBrush. Temos que usar a tecnologia, afinal o computador trouxe maior quantidade de informação, tanto para os estudos quanto para a formação profissional, enfatiza a mãe.





