A crise parece passar ao largo da indústria de tecnologia da informação, que faz investimentos milionários no Brasil, de olho em um mercado que deverá ter uma expansão explosiva nos próximos três anos. Entre as corporações internacionais que estão anunciando investimentos no País estão a AOC Corporation, de origem taiwanesa, que está investindo US$ 15 milhões na industrialização e comercialização de seus monitores no Brasil; a norte-americana Xylan, que está aplicando US$ 10 milhões na conquista do mercado brasileiro de internetworking, a também americana Flextronics, que está construindo uma unidade industrial no interior de São Paulo para fabricação em regime de ‘‘outsourcing’’, e a Epson, que investe US$ 36 milhões na produção de impressoras e na comercialização de seus produtos no País.
A ampliação do mercado local de computação doméstica chamou a atenção da AOC, que está decidida a abocanhar uma boa parcela do mercado local de monitores, scanners, teclados e mouses. A Epson, que há um ano iniciou a produção de impressoras no Brasil, comemora a data com a expansão de sua atividade fabril: a empresa passa a montar as impressoras jato de tinta Stylus 850, indicadas para uso corporativo. Com investimento pesados em produção, treinamento e marketing, a Epson já fabrica no Brasil dois modelos de impressora jato de tinta da linha Stylus Color (600 e 800) e as matriciais FX-2170 e FX-880.
Pesquisa realizada pela Fenasoft Feiras Comerciais indica que o setor de informática, que hoje movimenta aproximadamente US$ 19 bilhões ao ano no Brasil, deverá expandir seu faturamento local para US$ 30 bilhões no ano 2001 com a venda de equipamentos e serviços para sistemas operacionais e de comunicação de dados. Estes números, divulgados no estudo ‘‘Informática no Brasil: Fatos e Números - Volume III - 1998’’, transformaram o País num ponto estratégico dentro do planejamento global das empresas do setor.

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