As grandes novidades do 6º Congresso Internacional de Impotência Sexual, realizado em novembro em São Francisco (EUA), não são as cirurgias nem a implantação de próteses. A vedete dos especialistas no momento é o tratamento com o óxido nítrico. Quem garante é o médico Márcio Dantas Menezes, cirurgião vascular residente em Londrina - que esteve no encontro.
A sensação que o composto químico está causando tem suas razões. Até há pouco tempo os cientistas sabiam que o óxido nítrico colaborava com o relaxamento muscular. Atualmente, sabe-se que o óxido age rapidamente e, quando liberado pelo organismo, dilata a artéria peniana provocando a ereção.
Uma das formas de utilização do óxido nítrico é a Gene Terapia. ‘‘A idéia central da Gene Terapia é uma alteração genética para induzir o organismo a produzir mais óxido nítrico’’, explica o médico.
Outra novidade do Congresso é o Sidenafil, produto estudado por equipes de São Francisco, Paris e Londres. As pesquisas resultaram em um comprimido que auxilia a ereção de pessoas com problemas de impotência. Segundo Márcio Menezes, o produto deve chegar ao mercado em 1999 com o nome comercial de Viagra. O maior problema do material, até agora, são os efeitos colaterais: dores musculares e lesões cutâneas.
Outro medicamento que está deixando os especialistas felizes da vida é a Prostaglaudina, um produto que é injetado no pênis e mantém ou gera a ereção. ‘‘Com este material os trabalhos melhoraram muito, pois após o diagnóstico, cerca de 56% dos pacientes não deixam o tratamento’’, comenta Menezes, esclarecendo que é comum o abandono do tratamento por falta de condições financeiras ou questões psicológicas.
O médico esclarece que, entre as novidades, está um novo gel que poderá ser usado via intra-uretral associado à Prostaglaudina. Junto com o gel, foram lançados novos modelos de bombas de vácuo (que provocam a ereção) e próteses semi-rígidas e infláveis.
Febre do alongamento Os dados do Congresso trazem mais notícias otimistas: o número de cirurgias para a colocação de prótese caiu 95%. Nos próximos dois anos, a tendência é que este número chegue em torno de 98%. Os dados indicam maior eficiência do tratamento clínico em detrimento na necessidade de intervenções cirúrgicas.
Mas, se o número de cirurgias para implantação de prótese diminuiu consideravelmente, aumentou o índice de cirurgias estéticas. É o caso da cirurgia para alongamento do pênis, que está se tornando uma verdadeira febre. ‘‘As novas técnicas de alongamento pode variar em até 3,6 centímetros de aumento em repouso. E é justamente em repouso que o indivíduo se sente constrangido’’, revela Márcio Menezes, lembrando que o prazer sexual não está associado ao tamanho do pênis: ‘‘Hoje nós sabemos que o prazer é muito mais cerebral. O tamanho é um fator cultural, pois se o homem tiver uma ereção de nove centímetros já pode ter uma relação normal’’.
As novas técnicas para alongamento envolvem lipoaspiração na região pubiana e a colocação da gordura extraída embaixo da pele. O aumento do diâmetro chega a 50%. O trabalho cirúrgico é feito com anestesia raqui, que dura cerca de uma hora e meia, exigindo internamento de 24 horas.

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