A duração desses intervalos nos leva, justamente, à segunda decisão: quando fazer backup. Que varia de caso a caso, posto que depende da importância dos dados e da frequência com que os arquivos são modificados. Um usuário casual que altera meia dúzia de arquivos por mês pode fazer um backup completo a cada ano (que tal semana que vem?) e um incremental a cada mês. Uma empresa comercial, que depende de seus dados para faturar e que está constantemente alterando seus arquivos, pode fazer um backup completo a cada dia e um incremental a cada hora. Na maioria dos casos, um backup completo semanal e um incremental diário são suficientes.
A próxima decisão, como fazer backup, é uma questão de gosto e de estilo. O usual são programas de backup. Os mais simples são os fornecidos com os próprios sistemas operacionais. Que, no entanto, costumam ser limitados e pouco amigáveis. Mas há os comerciais, como o excelente QuickBackup, da McAfee, muito mais flexíveis e fáceis de usar.
Os bons programas de backup podem ser configurados para trabalhar em segundo plano e copiar dados em intervalos determinados, fazendo backup completo ou incremental de arquivos selecionados por critérios variados (tipo, localização, data de criação, etc.), usando ou não compressão de dados e com operação facilitada pelo uso dos auxiliares de configuração (‘‘wizards’’) e de funções avançadas das modernas interfaces gráficas, como arrastar e soltar e uso dos menus de contexto.
Mas há outras formas, que vão desde a simples escolha dos arquivos e sua cópia em disquetes, até esquemas mais sofisticados que incluem a compressão dos arquivos selecionados usando programas como o shareware WinZip, da Nico Mak, ou o Zip-It, da Quarterdeck. E há ainda o recurso de criar uma cópia completa ou ‘‘imagem’’ dos discos rígidos usando programas específicos para tal, como o CopyMachine, fornecido com o Jaz Drive, da Iomega, o ImageStor, distribuído juntamente com o QuickBackup ou o DriveImage, da Power Quest. Como disse, a escolha é uma questão de estilo.
Eu, particularmente, crio uma imagem de meu drive C, que abriga o sistema operacional (e que, em caso de desastre, pode simplesmente ser restaurada sem exigir a reinstalação do sistema) e uso um programa de backup para os demais discos rígidos.
Finalmente, a decisão mais crucial: onde fazer backup. Em princípio, qualquer dispositivo em que se possa gravar dados serve, inclusive disquetes de 1,44Mb. Mas fazer backup de HDs de alta capacidade em disquetes de 1,44 Mb pode ser considerado pena alternativa para crimes leves. Por isso os discos de alta capacidade, como Zip e similares, capazes de armazenar 100Mb a 120Mb, têm se tornado o dispositivo preferido para backups.
Fitas magnéticas (ou ‘‘streamers’’) já foram mais populares e retornam agora com o Ditto da Iomega, que adota o padrão Travan. Ou as rápidas porém caras fitas DAT. Programas como o Direct Tape Access, da Seagate, que permitem ao sistema operacional ‘‘enxergar’’ a fita como um drive estão ajudando as fitas streamer a reconquistar sua posição de destaque, competindo com os meios removíveis de um GB, como o Jaz, da Iomega, e o SparQ, da Syquest.

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