Organização quer criar rede de blockchain com participação de Londrina

Blockum é considerado o primeiro ecossistema sem fins lucrativos do segmento na América Latina; Aintec já é membro e Hotmilk e Sercomtel avaliam parceria

Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

O primeiro ecossistema sem fins lucrativos de blockchain da América Latina tem como um de seus idealizadores um londrinense. Por esse motivo, o ecossistema já tem como membro a Aintec (Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina), e Sercomtel e PUCPR avaliam parceria. O objetivo é formar uma rede privada de blockchain que pode ser utilizada pelos seus membros. 


“A tecnologia blockchain necessita que seja construída uma rede distribuída e compartilhada”, explica Guilherme Canavese, londrinense COO da Golchain, empresa idealizadora da Blockum. “Ninguém faz uma rede blockchain sozinho, nem mesma uma grande empresa.”




Essa rede é formada por “nós validadores” que validam as transações que passam por ela. Por ser distribuída, dificilmente suas informações se perdem. Essa é a grande vantagem do blockchain. 


Qualquer empresa ou instituição pode ser um nó validador da rede. Os requisitos são mínimos - basta ter um processador quad core para cima, 8 GB de memória RAM e 1 TB de HD disponíveis.     


Ao fazer parte, cada membro disponibiliza sua infraestrutura de computadores e hardware, e em troca, pode usar a plataforma em nuvem de blockchain da Blockum para suas próprias necessidades ou para desenvolver negócios baseados na tecnologia. 


Trata-se de um sistema de “coopetição”, comenta o COO da Golchain: os membros da rede compartilham sua infraestrutura, cooperam entre si e competem nos negócios. 


Aplicação

“Toda solução que uma empresa visa dar transparência e confiança para seus clientes a gente vê como potencial para o blockchain”, diz Canavese. Um exemplo de aplicação da tecnologia é no setor de agro. O blockchain pode ser utilizado para a rastreabilidade de produtos como os agroquímicos, e prevenir perdas com fraudes, adulterações e furtos. “O blockchain pode permitir que o consumidor verifique, através de um QR Code, se o produto é proveniente de furto ou roubo”, diz Canavese. Isso porque o QR Code fará a consulta da “hash”, um código utilizado pela tecnologia para “traduzir”, em números, informações sobre todo o “caminho” feito pelo produto desde a sua produção até chegar ao consumidor final.          


Parcerias

A Sercomtel avalia a possibilidade de ser membro do ecossistema da Blockum para certificação de transações eletrônicas. A companhia também enxerga o blockchain como uma oportunidade de negócios, afirma Roberto Nishimura, diretor-presidente da Sercomtel Participações. “É uma possibilidade de entrar no negócio sem desembolsar dinheiro para isso, utilizando a infraestrutura existente.” A Hotmilk, aceleradora da PUCPR, avalia um convênio para a aceleração de projetos baseados em blockchain no ano que vem, conta Cristiano Teodoro Russo, coordenador da aceleradora. 


A Aintec já confirmou parceria para ser uma facilitadora para projetos de pesquisa ou de negócios baseados em blockchain na universidade, ou para encaminhamento de talentos para a área, revelou Edson Miúra, diretor da Agência.  


Evento

A Blockum realiza nesta quarta-feira (20) um evento em Londrina para apresentar o ecossistema e apresentar as possibilidades do blockchain. O evento será no auditório da PUCPR (Av. Jockei Club, 485), às 19h30, e terá a participação do engenheiro de blockchain Facundo Martin Arguello, CTO da associação e um dos maiores especialistas globais do setor. Inscrições pelo Sympla


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