O serviço de videochamada e outras alternativas de comunicação já estão sendo oferecidos pelas operadoras. A Tim disponibiliza em seu site serviço para que clientes com deficiência auditiva possam fazer videochamadas pelo computador tablet ou smartphone, afirmou a assessoria de imprensa. A Central de Intermediação de Comunicação da operadora também está disponível em seu site, nas lojas e na forma de aplicativo para Android ou iOS. "Esta central permite que o deficiente auditivo possa se comunicar com o atendimento da TIM ou com terceiros através de um intérprete certificado em Libras", explicou a prestadora. De acordo com a Tim, a Central hoje já é capaz de substituir o TDD. "O TDD, por ser uma tecnologia obsoleta, está em fase de descontinuidade e já pode ser substituído pela CIC."
A Vivo oferece a possibilidade de videochamadas através de sua Central de Libras, que pode ser acessado pelo navegador ou como aplicativo para Android ou iOS. Para utilizar o aplicativo, é preciso que o dispositivo, seja ele smartphone, tablet ou computador, esteja conectado à internet. "Por meio do aplicativo, o usuário conta com o suporte de um intérprete especializado em libras para solicitar o serviço desejado, seja ele o contato com a Central de Atendimento da Vivo ou o acesso a outros serviços e interações com familiares e amigos." O contato também pode ser realizado via chat.
A Claro informou apenas que cumpre as exigências do Regulamento Geral de Acessibilidade (RGA), estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas não deu mais detalhes sobre os serviços oferecidos para atender os clientes com necessidades especiais. "O objetivo é oferecer a melhor experiência e usabilidade dos dispositivos de telecomunicações, ao contribuir para a independência e igualdade das pessoas. O cumprimento de questões normativas, bem como a excelência dos serviços prestados e a qualidade no atendimento aos seus mais de 60 milhões de clientes, são prioridades que norteiam os negócios da companhia", declarou por meio de nota.
Também por meio de nota, a Sercomtel informou que segue o padrão exigido pela Anatel, mas que recebe pouquíssimas ligações via central porque se tornou muito mais fácil utilizar o recurso de videochamada, entre outros. Ainda, citou que não há planos específicos para pessoas com deficiência auditiva, mas que recomenda dois tipos de pré-pagos, o com pacote de dados e o com banda larga. "Atualmente, este público utiliza aplicativos e recursos conectados que facilitam a comunicação por mensagem escrita e vídeo e não tem a necessidade de contratar voz."
A Oi não se manifestou sobre o assunto até o fechamento da edição.
Para Helaine Rampazzo, professora do Iles e presidente da ASL, as operadoras deveriam fazer uma pesquisa com os surdos para saber o que eles realmente precisam, e que as novas possibilidades trazidas pelo Regulamento da Anatel deveriam ser amplamente divulgados – e de forma acessível - para que cheguem ao conhecimento das pessoas surdas.
Paula Pfeiffer, do Crônicas da Surdez, opina que um erro muito comum do legisladores é "colocarem todos os surdos no mesmo saco". "A maioria dos surdos brasileiros não usa língua de sinais, então intérprete de Libras para essas pessoas também não é acessibilidade."(M.F.C.)

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