Operadoras apostam em planos para aumentar migração
De olho na atração de novos clientes usuários da tecnologia 4G, as operadoras têm como principal estratégia a oferta de planos com mais dados e que explorem o potencial da cobertura. De janeiro de 2013 a agosto de 2015, o tráfego de dados da Vivo cresceu 159%, afirmou Guilherme Bracagioli, gerente de Divisão da Telefônica Vivo no interior do Paraná. "O tráfego mundial de vídeos on-line vai aumentar 12 vezes nos próximos cinco anos, e 75% da população da internet assistem a vídeos no YouTube", comenta ainda o gerente.
De janeiro a setembro de 2015, a operadora investiu R$ 5,9 bilhões em cobertura para o 4G. Por enquanto, cerca de 10% da sua base de clientes migrou para o 4G. De acordo com o gerente da Vivo, hoje, todos os planos da operadora são compatíveis com a rede de quarta geração, mas clientes antigos que ainda não fizeram o "upgrade" e clientes que ainda não possuem aparelho compatível com a tecnologia fazem com que a porcentagem ainda seja baixa.
Segundo Bracagioli, os planos 4G não são mais caros, mas têm características diferentes e por isso exigem migração dos clientes antigos. Para que eles passem a usar o 4G, a operadora busca oferecer incentivos nos planos pós-pagos, como subsídios em troca dos aparelhos antigos para que os consumidores adquiram telefones compatíveis com a nova tecnologia.
A Claro, por sua vez, aposta em planos com maior franquia de dados e na maior oferta de smartphones compatíveis com a rede de quarta geração, diz Versione Souza, diretor regional da Claro para Paraná e Santa Catarina. Atualmente, 70% do portfólio da operadora é composto por smartphones 4G. "Para massificar o serviço, temos apostado em planos com maior oferta de dados e já oferecemos aos clientes acesso ilimitado aos aplicativos do WhatsApp, Facebook e Twitter. Os investimentos da empresa estão focados em ampliação e reforço de cobertura de rede, o que permitirá que mais clientes tenham acesso à tecnologia de altíssima velocidade." A FOLHA procurou as assessoria de comunicação da TIM e da OI, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
(M.F.C.)






