Opera esquenta a guerra dos browsers
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de novembro de 1998
Jay Dougherty, Deutsche Presse Agentur 
Enquanto disputam a liderança do mercado de navegadores da rede mundial de computadores, o Internet Explorer, da Microsoft, e o Navigator, da Netscape, também acumulam queixas de seus usuários. Os dois se tornaram programas gigantescos, de acesso cada vez mais difícil, e, na ânsia de superar o concorrente, lançam uma multiplicidade irrefreável de recursos e operações. Muitas pessoas, porém, já estão encontrando a solução num programa produzido por uma pequena empresa norueguesa, a Opera Software.
Nos últimos anos, a companhia vem melhorando - e muito - seu programa Opera Web e agora parece estar no caminho para disputar com os dois gigantes uma fatia no mercado dos browsers. Os maiores méritos do Opera são seu tamanho reduzido - ocupa menos de três megabytes do disco rígido - e sua velocidade de reação.
Na verdade, o programa pode funcionar aceitavelmente bem num pré-histórico 386 com apenas seis megabytes de memória RAM. Anos atrás, o entusiasmo pelo Opera foi freado por problemas de compatibilidade e pela dificuldade que a empresa norueguesa tem para manter-se em dia com os últimos avanços em termos de apresentação das páginas web.
Entretanto, a versão 3.5 do Opera, atualmente em fase final de teste, bem que poderia acalmar os críticos. O Opera 3.5 conserva todas as características que conquistaram adeptos nas primeiras versões e, ainda, não tem mais a maioria dos problemas que impediam sua popularidade.
Resumindo, o Opera 3.5 é pequeno, rápido, potente e a maioria das teclas de comando são idênticas às do Explorer ou do Netscape.
Mas o que realmente se destaca no programa é sua facilidade de operação. Na verdade, pode-se navegar sem nem mesmo tocar no mouse.
Às vezes, o programa usa várias combinações de teclas para a mesma ação, como, por exemplo, voltar a uma página web já vista. Pode-se fazê-lo apertando Alt+seta para esquerda, Ctrl+seta para direita ou, simplesmente, a letra Z. O Opera permite, ainda, que se veja várias janelas, cada uma podendo exibir uma página web diferente.
Consultando as opções do menu, pode-se acomodar as janelas de tal modo que é possível ver na tela, simultaneamente, todas as páginas abertas. Ou passar de uma página para outra das já abertas usando, para isso, o menu Windows, ou apertando o 2 ou a combinação Ctrl+F6. Ao usar o mecanismo da janela múltipla, basta escolher o lado direito de uma lista e selecionar um ponto do menu que o Opera carregará todos os sites em janelas separadas.
O único senão do programa é que se necessita um certo tempo de aprendizagem para poder aproveitar ao máximo todos os seus recursos. E, para quem está acostumado com os programas que a Microsoft oferece graciosamente para sufocar a concorrência, a má notícia é que o Opera não é grátis.
Após um período de experiência de 30 dias, a companhia pede ao usuário o pagamento de uma taxa de US$ 35,00. Em época de guerra entre os grandes browsers, o fato de o Opera ser pago representa um certo risco. Apesar disso, o cuidado com os detalhes e o enfoque sobre a eficiência e a facilidade de uso estão ganhando legiões de usuários.
Com versões em inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, sueco e norueguês, o Opera pode ser aplicado nos sistemas Windows 3.1, Windows NT 3.5, Windows 95/98 e NT 4.0. Também está sendo preparada uma versão compatível com o Macintosh. Para testar o Opera por 30 dias, gratuitamente, basta contactar a empresa no site Opera Software na Internet, no endereço www.operasoftware.com.


