Opera dá aula de competência
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Agência Globo 
ReproduçãoExecutivo com múltiplos braços atende telefone, tecla no micro, escreve e faz outras atividades.Sempre que se ouve falar de um browser novo, alguém pergunta: quem é o louco que resolveu entrar no duelo de titãs Internet Explorer versus Netscape? O louco, desta vez, é uma empresa da Noruega - a Opera Software - que, incomodada com esses mastodônticos downloads de 15Mb, resolveu lançar uma ferramenta simples, rápida e agradável de se trabalhar: o Opera. Elogiado pela revista Wired, o Opera cabe num disquete de 3 1/2 e é um verdadeiro prodígio.
Seu recurso mais interessante está na administração dos bookmarks, cujo nome é Hotlist. Ao contrário dos browsers tradicionais, o Opera trata os endereços da Internet como uma espécie de painel auxiliar de onde se controla a navegação. O recurso parece mais intuitivo do que o dos menus suspensos mas, se você considerar que a janela dele é grande demais, basta um CTRL+F2 e ela se recolhe à sua insignificância. Mas não decore as combinações das teclas de atalho: está tudo nos menus também.
Por falar em teclas de atalho: o browser é inteiramente operável pelo teclado. Embora seja complicado memorizar as sequências de ALTs, CTRLs e SHIFTs para fazer o que o mouse faz num clique, vale a pena: as principais funções (carregar um URL específico ou passear entre os links de uma página, por exemplo) correspondem apenas a uma ou duas teclas. Brincado com o programa, a gente aprende que a tecla A navega na home page atual e Z nos leva ao último documento visitado. Para quem não gosta de mouse, é uma delícia. Para galera da tendinite, então, é o céu. Com alguma prática, passa-se a fazer literalmente t-u-d-o no teclado.
Que ninguém se preocupe com a compatibilidade do Opera com as recentes versões da linguagem HTML, Java e outros bichos. Ele fala direitinho todas elas e pode ser uma boa solução para web-designers que precisem verificar se a página funciona direito. Mas não espere mirabolâncias: o Opera está na avenida principal das padronizações, ou seja, só incorpora efeitos comprovadamente universais. Se funciona nele, funciona em todos os outros. Isso é bem legal, convenhamos.
Nota dez? Claro! O Opera não tem programa de mail, chat, editor de HTML, nada disso. É apenas um browser... e excelente.
Serviço:
O demo do Opera está disponível para download em www.operasoftware. com e uma licença custa US$ 35. P.S.: O demo funciona indefinidamente.


