O Parque é residência de 71,3% do total de espécies constatadas. Elas se distribuem com certa uniformidade estrutural, em oito ambientes distintos. Os números indicam que 2,8% das aves observadas são muito comuns, 18,7% comuns; 20,3% frequentes; 20,1% escassas e 38,1% raras.
A vegetação atrai 11,7% das espécies no verão, 1,4% no inverno e 13,5% aparecem ocasionalmente. Até o falcão peregrino (Falco peregrinus) visita o parque em época de migração. Outras ainda são desconhecidas. A constatação de que 157 fazem ninho ali e 150 em áreas próximas, confirmam a importância deste parque como unidade de conservação. ‘‘É o parque argentino com maior riqueza de aves no País’’, ressalta o biólogo da Sociedade Ornitológica do Prata, Juan Carlos Chebez.
Na selva de guatambú, laurel e pau rosa registraram-se a presença de Chocão-carijó (Hypoedaleus guttatus); *Tiluchi colorado (Drymophila rubricollis); Choquinha-carijó (D. maluram), *Tiluchi enano (Terenura maculata) e *Churrín plomizo (Scytalopus speluncae).
O Pula-pula (Basileuterus culicivorus) e Pula-pula assoviador (B. leucoblepharus) compartilham a selva de laurel e guatambu exceto de uma ampla zona em que predomina o passeriforme. De acordo com os pesquisadores esta zona exige uma unidade diferente no plano de manejo do parque, por suas características geomorfológicas.
A área Cataratas pela presença das ilhas úmidas é um ambiente muito especial onde estão todos os pípridos, entre eles os raros manacus, e algumas espécies que só aparecem aqui: * Gaviotín común chico (Sterna superciliaris); Jandaia (Aratinga solstitialis); Andorinhão-velho-de-cascata (Cypseloides senex); Andorinhão-de-coleira (Streptoprocne zonaris); Andorinhão-nuca-branca (S. biscutata); Martim-pescador (Chloroceryle aenea); Pombinha-de-colar (Atticora melanoleuca); Sanhaço-de-coqueiro (Thraupis palmarum); (Tiaris fuliginosa) e Garça-real (Pilherodius pileatus).
O Andorinhão-velho-de-cascata e a Pombinha-de-colar possuem os únicos sítios de ninhos conhecidos na Argentina. Nas gramas aparecem espécies de pastos baixos como Quero-quero (Vanellus chilensis) ou Pica-pau Chan-Chan (Colaptes campestris). O andorinhão, muito comum, vive nos paredões de rocha, atrás das quedas d’água, com lugares especiais para construir seus ninhos. É candidato ao Red Data Book. (A.M.M)
* nome comum em espanhol por falta de informação em português

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