Oceano virtual tem limites para criança
Quando o assunto é informática, são os filhos que, na grande maioria das vezes, ensinam e dão dicas aos pais. No Brasil, principalmente a partir da segunda metade da década de 90, o computador ganhou espaço dentro de casa, chegou às escolas e conquistou a garotada. E a Internet teve grande importância neste processo de massificação do micro porque agregou novos produtos e conceitos à máquina.
Mas a questão é outra. Como os pais podem e devem controlar os filhos quanto ao uso do computador? Afinal, no oceano virtual que forma a Rede, onde a criança é quem comanda a rota de navegação, há todo o tipo de informação, desde inocentes sites de desenho animado até aqueles que ensinam a promover ataques terroristas. E com a chegada das férias escolares, o cuidado deve ser redobrado.
A psicóloga Sandra Flores, do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), afirma que a Internet seduz porque o ritmo da Rede acompanha o ritmo da criança e do adolescente, sempre muito ativos nesta fase da vida. Hoje, conforme a psicóloga, a velocidade do computador interfere diretamente no comportamento desta geração digital e os pais não conseguem acompanhar este dinamismo. O uso exagerado do computador é facilmente percebido, sobretudo na escola, pois os alunos chegam sonolentos e com dificuldade de concentração.
Outra característica da Internet que atrai o usuário mirim é a facilidade de manter contato com outras pessoas. Crianças e jovens com dificuldades de se relacionarem socialmente encontram na Rede uma via propícia para fazer novas amizades ou, até mesmo, manter as já existentes.
Mesmo assim, alerta Flores, os pais não devem ignorar o assunto. Segundo a psicóloga, três questões importantes devem ser priorizadas: diálogo, empatia e limites. O pai tem que participar da vida do filho, sem colocar limites impositivos. Não se pode perder a noção de autoridade, mas sem uma repressão severa.
Robson Martins, do site webgula (webgula.com), que além de ser um site de culinária também tem conteúdo dirigido para o público infantil, afirma que cabe aos pais acompanhar de perto o uso da Internet pelos seus filhos, usando softwares e recursos dos navegadores para impedir o acesso a certos tipos de conteúdo. Entretanto, ele ressalta que não é o caso de proibir, basta saber usar a Rede de forma construtiva e moderada.
De acordo com Martins, existem diversos softwares que restringem o acesso há páginas com conteúdo pornográfico, por exemplo, e que são facilmente encontrados, tanto pagos quanto gratuitos. O navegador Internet Explorer, da Microsoft, possui tal recurso.
Outra possibilidade é através do endereço cyberpatrol.com, que monitora o tempo on-line e barra o acesso a sites com conteúdo inadequado. É considerado um dos melhores sistemas de controle de acesso à Internet. A versão 2.0 do discador do Universo Online (UOL), também permite o bloqueio a determinados sites e controla o tempo de uso.





