Agência EstadoProduzido nos Estados Unidos pela SRS, o equipamento faz uma avaliação dos níveis de stressEnxaquecas crônicas, insônia, gastrite, irritação, angústia e cansaço. Estes podem ser alguns dos sintomas de stress, uma doença típica de quem vive e trabalha em grandes centros urbanos. A correria do dia-a-dia e ambientes competitivos fazem com que as pessoas fiquem muito estressadas e nervosas. Como todo mundo sabe, o melhor remédio contra este mal é tirar umas boas férias e passar a ter uma vida tranquila e sem preocupações.
Mas, se isso lhe parece impossível, ou pouco provável no momento, o jeito é procurar conviver pacificamente, na medida do possível, com as tensões do cotidiano. A palavra-chave, neste caso, é procurar o equilíbrio. E a informática pode dar uma mãozinha neste sentido. Se é o computador que o deixa estressado, ironicamente é ele quem o ajudará a resolver o problema.
A psicóloga Juliane Verdi Haddad, da Clínica de Controle de Stress, vem utilizando, com sucesso, um aparelho de biofeedback para ajudar seus pacientes no controle deste mal. O equipamento, produzido pela norte-americana SRS, é composto por painel de controle (CPU), monitor, impressora e sensores. Na tela, o paciente pode acompanhar o nível de tensão muscular, temperatura das mãos e ritmo de respiração. Uma pessoa estressada geralmente apresenta tensão muscular (principalmente nos ombros), as mãos frias e úmidas e uma respiração mais curta e acelerada. ‘‘Toda vez que uma pessoa se depara com uma situação nova, desagradável ou de perigo, ela fica estressada. O problema é a intensidade, a duração e a frequência do estresse’’, explica Juliane.
TerapiaSegundo conta a psicóloga, o seu trabalho é de uma terapia breve, com duração entre 6 e 12 sessões, em que é ensinado ao paciente como controlar o nível de stress. O trabalho é facilitado com o monitoramento do computador, que mostra as suas reações fisiológicas por meio de gráficos e sons de alerta.
Mentalmente, o paciente imagina situações que lhe deixam estressado - uma discussão com o chefe, uma briga com a esposa, ir à casa da sogra, etc. O equipamento detecta as reações fisiológicas que estão ocorrendo. Neste momento, entram em cena técnicas terapêuticas, como relaxamento, treinamento autógeno, respiração, visualização. ‘‘Se o paciente não gosta da sogra, por exemplo, por meio de exercícios de visualização e outras técnicas ele passará a vê-la de forma diferente’’, destaca Juliane.

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