O smartphone certo para uso corporativo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 


Se no dia a dia o smartphone já se tornou uma ferramenta essencial, imagina na rotina profissional. Profissionais liberais e colaboradores de empresas podem usufruir de funcionalidades presentes no companheiro digital para alcançar mais rendimento no trabalho, e alguns modelos são mais recomendados que outros para esse tipo de uso. O smartphone mais adequado para uso profissional vai depender, como sempre, da necessidade de cada um. Mas algumas dicas podem ajudar a escolher um modelo que atenda às expectativas do usuário.
Para quem precisa ter mais de uma linha sempre à mão uma para o trabalho e outra pessoal, por exemplo -, é importante lembrar de adquirir um aparelho dual chip. Já um tri chip para cima pode não ser muito recomendado. Segundo Paulo Guedes, especialista de produtos do site comparador de preços Zoom, a quantidade de chips que um smartphone comporta é inversamente proporcional ao seu desempenho. "Dificilmente o consumidor vai encontrar um smartphone tri chip com bom processador, bateria, capacidade de memória, boa tela." Se for optar por um aparelho de três ou mais chips, melhor usar o aparelho só para fazer ligações, diz Guedes.
Wi-Fi
Como acesso à internet é indispensável hoje no trabalho, adquirir um modelo com 4G e de lançamento mais recente pode ser uma garantia de ter internet disponível a maior parte do tempo, acrescenta o especialista. Se o usuário deseja adquirir um modelo com boa capacidade de transferência de dados via Wi-Fi, mas quer evitar se aprofundar muito nas especificações técnicas do aparelho, apostar em um modelo mais moderno é uma maneira de garantir que o aparelho terá uma boa nota nesse quesito, afirma Guedes. "Dá para entender como um modelo mais recente não só os de 2016, mas também aqueles lançados em 2015, 2014. Caso o cliente opte por um de 2010, 2011, vai sentir bem a diferença."
Antes de comprar um novo aparelho, o especialista também orienta verificar qual o sistema operacional do smartphone e se as aplicações que precisarão ser utilizadas no trabalho estão disponíveis na sua loja de aplicativos. "Se o usuário comprar um Android e precisar de um aplicativo que só tem no iOS, ele pode ter um problema."
Processadores com mais núcleos, maior velocidade de processamento (medido por Hz hertz) e mais memória RAM são indícios de que o aparelho vai apresentar um desempenho melhor. Quanto à memória RAM, Guedes aconselha um modelo com pelo menos 2 GB de capacidade. "Um telefone com baixa capacidade de RAM pode ter dificuldades de abrir aplicativos."
Memória
Deve-se considerar ainda que a memória interna do aparelho será proporcional à quantidade de aplicativos que o usuário poderá instalar no smartphone, lembra o especialista. "Recomendo, no mínimo, 16 GB sendo o ideal 32 GB. Lembrando que o sistema operacional ocupa um espaço da memória interna, então um smartphone de 16 GB não vai ter 16 GB livre. Apps pré-instalados que o usuário não consegue desinstalar também ocupam essa memória."
"A bateria é outro item que ganha cada vez mais importância", acrescenta Guedes. Um aparelho com bateria de pelo menos 3.000 mAh é o indicado. Mas lembrando que telas grandes, brilho de tela no máximo e aparelhos dual chip, por exemplo, consomem mais bateria.
Por último, é se jogar na loja de aplicativos e usufruir das diversas possibilidades que elas oferecem. Hoje, não é mais necessário buscar por um aparelho que venha de fábrica com funções importantes do dia a dia corporativo. Os aplicativos abrem uma gama de possibilidades como agendas e conexão a sistemas utilizados pelas empresas como de gestão de projetos ou de estoque, diz o especialista do Zoom. "Muitas das nossas necessidades hoje são atendidas pelos apps."
O único porém é que, quanto mais o consumidor avança nesse check list, maior será o valor do aparelho. Isso quer dizer que, para quem queira seguir estas dicas, terá de desembolsar pelo menos R$ 1.000 por um modelo intermediário. Um que atenda a mais desses requisitos estará, pelo menos, no limite entre as categorias de smartphones intermediários e os topo de linha e custará ainda mais caro. "Começa bem na fronteira entre a linha intermediária e a top de linha."


