O Senhor das ervilhas
Em 1856 o monge agostiniano Gregor Mendel descobriu nos jardins do convento, um sistema de contagem de híbridos resultantes do cruzamento entre ervilhas de semente lisas e amarelas com ervilhas de semente rugosas e verdes. Mendel, depois de mais de dez anos de observação, notou que do cruzamento entre essas sementes obtinha sempre ervilhas de semente lisa e amarela, mas, se esses híbridos fossem cruzados entre si, o resultado eram plantas de semente lisa-amarela, lisa-verde, rugosa-amarelas e rugosas-verdes na proproção 9, 3, 3 e 1, respectivamente.
Essa simples experiência resultou em um dos mais importantes e utilizados conceitos da biologia moderna: as leis que regem a hereditariedade. A hipótese que Mendel formulou previa que cada planta possuía dois fatores para cada caráter, mas apenas um era transmitido para os descendentes. O monge chamou de dominante os fatores ou genes determinantes transmitidos e de recessivo os fatores que não foram transmitidos no primeiro cruzamento. Acabava de nascer a genética.
Embora as idéias de Mendel já fossem compartilhadas pelo grego Aristóteles em 384 a.C.. - o filósofo admitia que os caracteres contribuiam para a formação do novo ser mas não sabia em que proporção eram misturados e também acreditava na hereditariedade dos caracteres adquiridos - os dois trabalhos sobre o assunto publicado pelo monge, Experiências sobre híbridos das plantas e Alguns híbridos de Hieracium obtidos por fecundação artificial, cairam feito uma bomba na comunidade científica da época. Cansado de tanta chacota, Mendel abandonou seus estudos com as ervilhas e decidiu de dedicar, de corpo e alma, apenas a sua ordem religiosa. (I.R)





