Agência O Globo
Ao conceber o Windows 2000, a Microsoft procurou combinar em um único sistema operacional a estabilidade e segurança do Windows NT com a facilidade de uso e ‘‘amigabilidade’’ do Windows 98. O resultado foi um sistema poderoso, porém voraz. Sua versão mais simples, a Professional, exige no mínimo uma CPU Pentium 166MHz e 32Mb de RAM (há quem diga que é preciso um Pentium II com 64Mb de RAM), e sua instalação consome 500Mb de espaço em disco. Mas quem experimentou se disse satisfeito com o sistema, que pinçou o que havia de melhor no Win98 e no NT e adicionou funções poderosas.
No Windows 98, o sistema foi buscar: o conceito de Painel de Controle, para centralizar as ferramentas de administração e configuração do sistema; o Gerenciador de Dispositivos, para configurar e adicionar novo hardware; a incorporação (afinal!) da tecnologia plug-and-play; a integração do Internet Explorer ao sistema operacional, inclusive permitindo o uso do Active Desktop; e uma instalação mais amena, que começa por examinar detalhadamente todo o hardware, emite aviso caso encontre algum dispositivo incompatível e, no caso de atualização de versão anterior (inclusive Windows 98), reconhece as configurações de dispositivos e aplicativos, fazendo a migração sem dificuldade.
Veio também do Win98 a possibilidade de se atualizar através de uma conexão com a Microsoft, usando a tecnologia Windows Update; a compatibilidade com os padrões infravermelho, USB e Firewire (IEEE 1394); a facilidade de configurar a interface através de detalhes como a adição de itens ao menu Iniciar arrastando e soltando com o mouse; a possibilidade de ser instalado em ‘‘dual boot’’, coexistindo com outro sistema operacional na mesma máquina; o reconhecimento de partições que usam o sistema de arquivos FAT 32, do Windows 98, permitindo leitura, gravação de arquivos e até mesmo sua inicialização a partir de uma partição FAT 32.
Já do Windows NT 4.0 o Windows 2000 herdou: a estabilidade (usuários das versões beta relatam centenas de dias de uso contínuo sem que fosse preciso reinicializar e a MS afirma que mais de 90% das necessidades de reinicialização foram eliminadas); a segurança, tanto no registro de usuários como na incorporação ao sistema de recursos avançados de criptografia (veja adiante); e a total compatibilidade com redes NT 4.0.
E, como se tudo isso fosse pouco, o Windows 2000 adicionou ainda as seguintes novidades: gerenciamento de energia mais eficaz, aderente à especificação ACPI (Advanced Configuration and Power Interface), possibilitando o uso do modo de hibernação (quando se desliga o PC, o estado do sistema é ‘‘congelado’’ e gravado no HD, sendo restaurado na religação - uma função ideal para portáteis); suporte a novas tecnologias, como DSL (Digital Subscriber Line), cable modem e aplicações sem fio (wireless); adoção do modelo WDM (Win32 Driver Model) para o desenvolvimento de gerenciadores de dispositivos (drivers), unificando os modelos de drivers para Windows 9x e NT; e complementação do sistema de arquivos NTFS pelo EFS (Encrypting File System), que permite criptografar arquivos e pastas usando chaves de 128 bits mediante cliques de mouse e recursos de arrastar e soltar.
Outros recursos são a adoção do Active Directory (concebido para competir com o NDS da Novell), que centraliza a administração de redes, associando usuários e recursos a ‘‘domínios’’ lógicos, desvinculados de servidores físicos; e o uso do IntelliMirror, que permite a um usuário reconstituir instantaneamente seu ambiente de trabalho, com todas as configurações pessoais, atalhos, permissões de acesso, arquivos e pastas no momento em que efetua o login na rede, independentemente da máquina usada. (Este, junto com o Active Directory, é um dos recursos mais enfatizados pela MS e é uma mão na roda para usuários de redes corporativas).
É por tudo isso que a MS deposita tanta esperança em seu novo sistema. (B. Piropo)

mockup