O que fazer diante de imprevistos no HD
O que fazer diante de imprevistos no HD
Susto e pânico são reações normais quando há problemas no disco rígido. Mas é bom saber que nem tudo está perdido
Agência Globo
Arquivo FolhaMorte do disco rígido é o pavor de qualquer micreiro. Se não houver backup a perda será totalIndependentemente de torcida, marca, sistema operacional ou idade, há um momento que nenhum micreiro quer viver: a morte do disco rígido. De nada adianta ter um Apple G3, um Pentium II 333MHz ou uma invejável estação da Silicon Graphics sem HD. Mas... quando a desgraça acontece, é bom saber que nem tudo pode estar perdido.
Há dois tipos de problema: os lógicos, normalmente associados à área do usuário, à formatação, a qualquer problema de gravação, perda de informação, etc.; e os físicos, causados por quebra, problema elétrico, tombos e trancos de qualquer natureza.
Problemas lógicos são geralmente mais fáceis de resolver, desde que não haja dano físico. Há profissionais que, devidamente equipados com softwares utilitários, são capazes de salvar as informações armazenadas naquela frágil superfície de metal. É o caso de Sergio Raposo, que trabalha especificamente na área da recuperação de dados.
O nosso trabalho depende das condições da mídia, explica. Se ela estiver danificada, então recomendamos uma oficina especializada. Segundo Luiz Fernando Fontes, sócio da empresa, os únicos problemas que eles não resolvem são os casos de head-crash (quando as cabeças leitoras/gravadoras aterrissam na superfície do disco).
Aí só nos resta comunicar ao cliente o falecimento completo do disco, lamenta ele. Mas antes disso, muita coisa pode ser tentada para resgatar não apenas o disco em si, mas sobretudo as informações que estão lá dentro. Entre as informações que estão guardadas no disco, uma delas é absolutamente fundamental: é a trilha-servo, espécie de guia para as cabeças de leitura e gravação encontrarem o que precisam dentro daquele espaço.
Esta trilha tem a peculiaridade de ser única para cada modelo e marca de disco. Se as informações guardadas nela se perderem, a única (e última) alternativa desesperada seria recorrer ao fabricante para gravá-las novamente. Mesmo assim, a medida recupera apenas o disco rígido enquanto disco rígido: se você passar por uma experiência dessa natureza, diga adeus ao que está lá dentro.
O maior problema na hora de consertar um disco, segundo Luiz Fernando, é sobreviver à fase do diagnóstico. O que é isso? É o que ocorre com a maioria dos HDs que chegam para conserto depois de terem passado por uma oficina especializada, brinca o técnico. Eles fazem de tudo no equipamento. Passam o Norton de qualquer maneira, formatam o HD dezenas de vezes e, quando não conseguem fazer mais nada, trazem a peça para nós. Em muitos casos, já não se pode fazer mais nada.
Mas como identificar se o problema é sério ou não? Simples. O Windows tem um utilitário para isso. Chama-se Scandisk e está situado dentro do folder Acessórios/Ferramentas do Sistema. Desabilite a opção Corrigir erros automaticamente e faça uma varredura completa.
Verifique se no relatório o programa identifica setores ruins. Mas se houver, não se apavore: faça, cuidadosamente, um backup dos dados para outro lugar. Isto posto, reformate o disco e - muito provavelmente - esses setores ruins desaparecerão. Se os erros continuarem lá, desconfie. É melhor separar alguns trocados para comprar um novo disco. É melhor que ficar olhando enviesado para ele.
De cada cem HDs que chegam para conserto, cerca de 40% estão com defeito eletrônico. São placas controladoras e componentes queimados que a gente conserta e recupera, avalia Luiz Fernando. Os restantes 60% são problemas mecânicos e descuido no manuseio. O melhor remédio, no entanto, continua sendo uma velha conhecida: a prevenção.
Os HDs modernos não foram feitos para serem consertados, diz Sergio Raposo. Se o dano for sério, a possibilidade de conserto ou de recuperação dos seus dados é mínima.





