Um efeito tão devastador, produzido por um ser tão pequeno só pode ser atribuído, segundo os médicos norte-americanos ao fato de ele liberar várias toxinas. Uma delas tem a função de dissolver a carne dos peixes, inundando as águas de uma espécie de solução nutriente para os Pifiesteria. A outra, que tonteia os peixes, fazendo com que fiquem no mesmo lugar, provavelmente é uma neurotoxina muito forte que afeta os cérebros dos animais. Vários pescadores disseram que os peixes ficam zonzos, nadando em círculos no mesmo lugar, quando são atacados pelo organismo.
Em laboratórios, os médicos contaminaram ratos com Pifiesteria e foram registradas alterações no comportamento e na atividade cerebral, embora apenas temporários. O mais intrigante, para os cientistas, é que o Pifiesteria sempre foi considerado um organismo pacífico, mas, de repente, tornou-se agressivo e perigoso para os peixes e seres humanos. Segundo os médicos da Universidade de Maryland, essa mudança pode dever-se a agressões ao meio ambiente, principalmente ao grande volume de esterco de galinha jogado nas águas por granjas da região.
Enquanto não se descobre com certeza até que ponto o pequeno organismo pode prejudicar seres humanos, vários estados proibiram a pesca e o banho nas águas onde já foi constatada a presença do Pifiesteria.(E.C.B.)

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