O novo PC está chegando
Jay Dougherty
Deutsche Presse,
De Washington
O ambiente de um computador pessoal muda tão rapidamente que é difícil se manter em dia com as inovações. Com o surgimento de novos programas e discos rígidos mais velozes e de maior capacidade, pouco a pouco vai aparecendo a nova geração de equipamentos de computação. Porém, o usuário comum já pode usar essas peças individualmente para melhorar o aparelho que comprou há dois anos. Aqui damos algumas dicas.
A última palavra são os discos rígidos tipo Ultra ATA/66, a mais recente tentativa da indústria de prolongar a vida útil da IDE, uma popular interface para discos rígidos usada hoje na maioria dos computadores.
Existem atualmente duas designações para este tipo de disco rígido: Ultra ATA/33 e Ultra ATA/66. Os números 33 e 66 referem-se à velocidade máxima em megabites por segundos com que os dados podem ser transferidos para e destes equipamentos. Os discos Ultra ATA/33 transferem informações a 33Mb por segundo, enquanto os Ultra ATA/66 o fazem a 66Mb/s.
Os novos hard disks - virtualmente todos os de mais de 20 gigabites de capacidade - serão desenvolvidos segundo a norma Ultra ATA/66.
Lamentavelmente, um disco Ultra ATA/66 não pode ser instalado em um computador e melhorar instantaneamente seu rendimento. O controlador IDE do equipamento deve estar desenvolvido para reconhecer a nova norma Ultra ATA/66. Atualmente, a maioria dos computadores não o reconhecem.
A única solução, atualmente, é adquirir à parte uma placa controladora Ultra ATA/66, que se adapta em uma das saídas PCI da placa mãe - e nela conectar o novo disco rígido.
Nos Estados Unidos a Promise Technologies, em www.promise.com, fabricante de placas complementares, produz a Ultra66 PCI, que, a um preço razoável, permite que se utilize a plena capacidade dos novos hard disks.
Pode-se comprar um novo disco rígido Ultra ATA/66, mas não se verá o benefício de uma transferência mais rápida de dados até que seja instalado um novo controlador.
Os novos processadores Pentium vêm marcados com três tipos de chaves, PPGA, SEC e SECC2, que confundem qualquer um. Na realidade, PPGA, SEC e SECC2 são abreviações referentes ao desenho ou a forma do processador, que determinam o tipo de slot ao qual se ajusta o chip na placa mãe.
PPGA é a abreviatura de Plastic Pin Grid Array, e é praticamente o mesmo desenho dos Pentiuns originais, em vez do tamanho maior adotado pela Intel para os processadores Pentium II, Pentium III e Celeron.
Os atuais processadores Celeron PPGA se ajustam aos antigos slots usados pelos Pentium originais e o AMD K6.
O PPGA é uma modificação feita recentemente pela Intel para satisfazer os fabricantes de placas mães, que alegavam que é mais barato fabricar placas com slots compatíveis com o desenho PPGA do que com os slots usados pelos chips Pentium II e Pentium III.
Os slots compatíveis com o PPGA são uma má notícia para o consumidor, porque deixou de ser fácil dar um upgrade no computador para um Pentium II ou Pentium III a partir de processadores Celeron.
SEC é a abreviação de Single Edge Contact, cartuchos criados pela Intel para o chip original Pentium II, que se ajusta na placa mãe ao slot denominado Slot 1.
O cartucho SEC foi substituído pelo cartucho SECC2, utilizado pelos chips Pentium II e Pentium III. Na realidade, o SECC2 elimina algumas das conexões desnecessárias que envolvem completamente o velho cartucho SEC para o Pentium II. Melhora também a dissipação do calor, permitindo que o processador trabalhe em ambiente mais fresco, o que prolonga sua vida útil e dá maior estabilidade. Tanto os processadores Pentium II como os Pentium II tipo SEC e SECC2 se ajustam no slot 1.
Se você está montando um computador ou modernizando sua placa mãe, e pensa usar um processador Celeron, lembre que ainda pode comprar uma placa mãe com o slot 1, e usar um adaptador para o slot 1 - com menos gastos - para conectar o Celeron no slot 1. Desta forma, você poderá atualizar seu equipamento mais tarde para Pentium III sem a necessidade de trocar a placa mãe.
Serviço Para aqueles que têm alguma noção de inglês e estão cheios de dúvida é possível enviar perguntas por e-mail ao especialista da dpa ([email protected]), que responderá pessoalmente e sem custo.
Em 1983 Willian Schoen, um programador de Detroit, Estados Unidos, inventou um software de corversão, para evitar o problema do Bug do Milênio. Ele gastou US$ 995 e o patenteou com o nome de Charmar Correction. Vendeu apenas duas cópias do programa.
O Gartner Group, empresa internacional de assessoria nas áreas de tecnologia informática e telecomunicações, estima hoje que o custo total da mudança nos computadores de todo o mundo deve totalizar entre US$ 3 milhões e U$ 6 milhões. Esta previsão, no entanto, aumenta a cada semestre.
Um estudo recente do Gartner Group indica também que cerca de 8% a 10% das falhas ocorrerão durante as primeiras semanas do ano 2000; cerca de 55% das falhas acontecerão durante o resto do ano e cerca de 15% durante o ano 2001.





