Tatiana Aranha
Agência Estado,
De São Paulo
As galerias e livrarias só farão parte do roteiro cultural de quem não quiser dispensá-las. Obras de arte e livros já podem ser comprados pela Internet, um mundo virtual de muitas idéias, novidades e vendas do qual nem mesmo os produtos culturais escaparam.
Muitos autores estão criando suas próprias lojas e outros colocaram suas idéias nas prateleiras das editoras virtuais, que estão ampliando o mercado editorial, dando oportunidade a novos escritores e publicando livros inéditos dentro de seus sites.
Carregar o livro debaixo do braço para onde quer que seja, virar as páginas vagarosamente para que elas não se estraguem, tomar cuidado com a poeira e com as traças são atitudes que podem estar condenadas ao passado, pelo menos para aqueles que não fazem questão de ter um relação tátil com o produto.
A rede mundial de computadores abre espaço para artistas de todas as vertentes, que encontram nela uma forma eficiente de divulgar e comercializar suas obras.
Com suas obras expostas num site institucional há três anos, a artista plástica Sônia Menna Barreto recebia e-mails pedindo detalhes de seus trabalhos e informações de onde poderiam ser encontrados.
Em abril deste ano, ela teve a idéia de criar um site www.mennabarreto.com.br com uma loja virtual onde os interessados poderiam comprar suas serigrafias, pôsteres ou cadernos sem ter de ir até uma galeria.
‘‘Nos Estados Unidos essa prática é muito comum. As que expõem algumas de minhas obras também possuem lojas na Internet’’, comenta Sônia, explicando que 1% dos que navegam na web acabam comprando alguma coisa.
Embora a artista afirme que a Rede não substitui tudo - ‘‘existem produtos que, se virtuais, não teriam nexo’’ -, ela acredita que esse conceito de loja, em determinadas situações, facilita, e muito, a vida. ‘‘Eu costumo comprar meus pincéis e tintas pela Internet.’’
Pesquisa feita nos Estados Unidos revela que os internautas costumam comprar por impulso, sem pensar muito, os produtos virtuais mais baratinhos, cujos preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Os mais caros, só com um conhecimento prévio.
Mesmo assim, Sônia diz que está vendendo mais serigrafias, que custam de R$ 280,00 a R$ 680,00 do que pôsteres, que saem por R$ 25,00 a R$ 35,00.
‘‘Sempre fui bicho de ateliê, mas depois que comecei a trabalhar com as galerias nos Estados Unidos percebi que a Internet era uma coisa legal. Estou adorando’’, diz a artista.
Além da loja, ela pretende ampliar seus trabalhos. Sem ter que pagar por estes serviços, nos próximos meses o cliente poderá encontrar no seu site descanso de tela, cartões postais e até chats que discutam sobre arte. ‘‘Estou divulgando e vendendo o meu trabalho sem depender só das galerias.’’Galerias e lojas especializadas em produtos culturais disputam na Grande Rede espaço com uma infinidade de outros serviços
ReproduçãoComodidadeNo site de Sônia Menna Barreto, os interessados podem comprar serigrafias, pôsteres ou cadernos da artista sem ter de ir até uma galeria

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