O lado 'lúdico' da leitura
Em Londrina, quem trabalha com livros não acredita muito que o mercado de e-books vá se desenvolver rapidamente no Brasil. Há 30 anos no mercado londrinense, o proprietário do Destak do livro, Samarone Martins de Souza, conta que ouve falar de e-books desde 1995, mas mesmo que as editoras tenham lançado este tipo de produto recentemente, diz acreditar que elas o tenham feito mais "para não ficarem de fora do mercado". "Não que a venda seja tão expressiva quanto a do livro (comum). Acredito que o livro impresso vai perdurar por muito tempo ainda."
Sílvia Liberatore, da Livraria da Sílvia, defende que o lado lúdico do livro está no papel. Um e-book não pode ser manuseado, nem mesmo cheirado. Existem clientes que não resistem ao cheiro de um livro novo, ela conta. E as pilhas de livros fazem parte de uma bela paisagem para aqueles que adoram um encadernado. Por outro lado, na sua opinião, o dispositivo é uma boa ferramenta para guardar textos didáticos e existem ocasiões que são propícias para usar um e-reader. "Nada impede de ter um tablet e um livro de papel."(M.F.C.)






