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Satélite da Terra começou a ser explorado pelo homem nos anos 60 (no detalhe) e hoje é visto como alternativa de moradia para a Humanidade

O espaço está na moda. Nos últimos meses, um robô devassou a geologia marciana, um satélite recheado de plutônio foi enviado a Saturno e uma sonda encontrou condições propícias para o desenvolvimento de vida nas proximidades de Júpiter. Agora, o que está faltando neste quadro? A Lua, claro.
Objeto de desejo das superpotências durante a Guerra Fria, o satélite natural da Terra - o único astro já visitado por seres humanos - tem sido relegado ao segundo plano nos últimos tempos. Na verdade, desde os anos 70 nenhuma missão é enviada pela Nasa ao satélite. Este ano, no entanto, a agência espacial americana pretende quebrar esse jejum.
Muita gente imagina que, com o final do projeto Apolo, que enviou diversas missões tripuladas até a Lua, os cientistas já teriam aprendido tudo que precisariam saber a respeito do satélite da Terra. Isso não é verdade: observações recentes, por exemplo, revelaram que pode haver água congelada nas profundezas de algumas crateras. Essa água poderia, entre outras coisas, ser utilizada como fonte de oxigênio e energia para uma possível colônia lunar.
Além disso, as missões Apolo mapearam apenas um quarto da superfície lunar. A nova missão irá produzir o primeiro mapa completo da Lua, incluindo a face oculta - que está sempre voltada para o espaço sideral. Esse novo mapeador chama-se Lunar Prospector com lançamento previsto para a última terça-feira.
O Prospector não descerá na superfície lunar, mas ficará em órbita polar - isto é, cruzando os pólos norte e sul da Lua. O material de divulgação da Nasa (que pode ser visto no site http://lunar.arc.nasa.gov/) sobre essa missão insiste em dois pontos: primeiro, na ‘‘nova filosofia’’ da agência espacial, definida pelo slogan ‘‘faster, better, cheaper’’ (mais rápido, melhor, mais barato). Segundo, na necessidade de dados mais concretos sobre os recursos naturais da Lua, para viabilização de uma base lunar.
SobrevivênciaE por quê uma base lunar? Se robôs como o Sojourner, que foi a Marte, conseguem trazer praticamente toda a informação que os cientistas querem, por que arriscar vidas humanas mandando gente ao espaço? Bem, existem várias respostas para isso, oferecendo razões românticas (o ‘‘espírito desbravador’’, etc) e até econômicas (os recursos naturais da Terra vão acabar algum dia, certo?).
Mas o motivo mais recente foi oferecido pelo astrofísico J. Richard Gott III, professor da Universidade de Princeton. Gott estabelece um raciocínio bem simples: todas as catástrofes capazes de levar a humanidade à extinção afetam diretamente o planeta Terra. Se houver seres humanos fora da Terra, a espécie poderá sobreviver a uma catástrofe do tipo asteróide gigante. Ou seja: é melhor não deixar todos os ovos em uma mesma cesta. Um artigo de Gott pode ser encontrado no site da revista inglesa NewScientist, no endereço
http://www.newscientist.com/ns/971206/grimreckoning.html.

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