O Halle-Bopp brilha em Londrina
DivulgaçãoEm Londrina, o cometa Halle-Bopp tem surpreendido os observadores por seu brilho e visibilidade. A foto é de Saulo de AquinoO cometa Hale-Bopp foi fografado no céu de Londrina no último dia 20 pelo aluno do Departamento de Geografia da Universidade de Londrina, Saulo de Aquino, que integra o Centro de Estudos Astronômicos de Londrina. O grupo esperou com muita ansiedade a aparição do cometa nos céus da cidade em condições favoráveis para observação, já que em 1996 ele esteve sobre nossas cabeças sem ser percebido, em função da magnitude que, na época, dificultava as observações até mesmo com o uso de binóculos.
As observações deveriam ter iniciado em Londrina no último dia 12, mas isto só foi possível a partir do dia 19, quando as condições atmosféricas se tornaram favoráveis. No dia 20, um domingo, a rede de comunicação do grupo foi acionada e ao anoitecer estavam todos no campus da UEL, munidos de binóculos, câmeras fotográficas e muita expectativa.
Aproveitando o bom momento, o integrante do grupo, Saulo de Aquino, preparou o seu equipamento para as primeiras fotos. Munido de uma câmera Pentax e uma teleobjetiva de 200mm, produziu duas fotos utilizando um filme colorido comum de ASA 100, com exposições de 3 a 6 minutos. É bom lembrar que esse tempo de exposição só foi possível com a utilização de um equipamento que anula a rotação da Terra, mantendo o cometa sempre no mesmo ponto do filme, enquanto o obturador permanece aberto.
Saulo que já fotografou outros cometas, entre eles o Hyakutake em março de 1996, considera o Halle-Bopp difícil de fotografar, pois mesmo estando na região menos poluída do céu ainda resta uma intensa claridade, que só desaparece quando o cometa já mergulhou na faixa mais poluída do horizonte onde até o Sol se torna avermelhado.
GiganteO cometa, cujo nome se deve aos seus descobridores, foi descoberto simultâneamente - ou seja, na mesma noite de 22 para 23 de julho de 1995 - pelos astrônomos americanos Alan Halle e Thomas Bopp. Trata-se de um cometa de dimensões gigantescas, valendo lembrar que seu núcleo equivale a uma montanha de 40 quilômetros de diâmetro, constituída de materiais sólidos e voláteis que ao se aproximar do Sol vão se desprendendo e sendo soprados pelo vento solar, produzindo uma enorme cauda, que no caso do Hale-Bopp atinge uma distância próxima à existente entre a Terra e o Sol.
O cometa Hale-Bopp, embora não apresente uma cauda espetacular como era esperado em função das suas dimensões, apresenta uma coma - região que envolve o núcleo - muito brilhante como há muito tempo não se via. Avaliado em magnitude o brilho do Hale-Bopp corresponde ao brilho da segunda estrela mais brilhante do céu, Canopus. Vale ressaltar que o brilho do cometa está prejudicado por se apresentar muito baixo no horizonte onde a poluição existente na alta atmosfera reflete a luz solar por mais de meia hora após o pôr-do-sol.(Colaboração:Centro de Estudos Astronômicos de Londrina)
O Centro de Estudos Astronômicos de Londrina tem feito as observações do cometa com o público aos sábados, no campus da UEL, a partir das 18 horas.





