Há registros de ocorrências de bolas de fogo desde os tempos mais remotos da história humana. Um dos casos mais conhecidos é o da civilização Maia, que floresceu no período pré-colombiano da América Central e ocupou todo o território do atual México. Alí, elas eram chamadas de serpentes emplumadas. Emergiam, segundo relatos que passaram para a história da Antropologia, de vulcões e pântanos. Em algumas regiões do México, ainda hoje, a ocorrência de bolas de fogo é tão frequente a ponto de terem se transformado em um dos locais de pesquisa de cientistas de várias partes do mundo.
Alguns cientistas, com base em desenhos deixados pelas antigas civilizações, acreditam que as bolas de fogo se relacionam em muitos aspectos com o mito do dragão, que é encontrado no folclore de quase todos os continentes, e de forma especial na China, no Japão, na Austrália, na América do Sul e na Europa.
Em algumas ilhas paradisíacas da Polinésia, nos mares do sul, as descrições e os mitos deixados pelas culturas nativas são surpreendentes. Eles falam de um certo varua-ino, termo cunhado para nomear espíritos que saem das águas, das tempestades e dos vulcões e se apresentam na forma de bolas de luz.
Ao longo da história deste século há inúmeros relatos, alguns isolados, outros fartamente investigados. O mais conhecido, pois transformou-se em ponto de atração turística, ocorre até hoje na cidade de Marfa, Bronx, EUA. As bolas de fogo aparecem quase todas as noites. Alí, cientistas já as estudaram exaustivamente.
No Brasil, em 93, bolas de fogo foram filmadas por amadores e profissionais em Mucugé, na Chapada Diamantina, sul da Bahia. Elas apareceram em profusão, durante vários meses seguidos, e foram tema de reportagens especiais de jornais, revistas e emissoras de televisão.(P.S.M.)

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