O Power Mac G4 Cube de 8 polegadas, sem dúvida o menor desktop já visto – tem a elegância que só os designers da Apple sabem dar a seu hardware. A CPU do Cube é do tamanho aproximado de um balde de gelo quadrado, e vem dentro de um suporte transparente.
A exemplo dos iMacs, ele não tem ventilador, sendo refrigerado por um sistema interno especial, que faz com que possa trabalhar silenciosamente. Outra coisa: o drive de DVD fica na parte superior do cubinho, de modo que o disco é inserido verticalmente, sendo ejetado via interface ou por uma tecla de atalho no canto superior direito do teclado (também transparente).
Com exceção dos acentos, é tudo muito prático. Atrás do diminuto de ventilação (também no alto da caixa), há ainda uma tecla para fazer o monitor ‘‘tirar um cochilo’’ imediatamente, caso o usuário precise se ausentar (a mesma tecla o desperta na volta). E, uma vez virado de cabeça para baixo, o Cube ganha uma alça que permite ao usuário retirar toda a CPU propriamente dita.
Inteiramente compacta, ela dá acesso a todas as conexões do hardware, permitindo a expansão dos 64Mb de RAM (veja quadro com configurações e preços) até 1,5Gb. O computador pode ser usado com os novos monitores da linha flat da Apple, como o Studio Display de 15 ou 17 polegadas e o Cinema Display de 22 polegadas. Eles também ganharam um revestimento translúcido.
As caixas de som, da Harman Kardon, são um charme à parte: igualmente translúcidas e semiovais, são ligadas direto ao Cube, não havendo necessidade de adaptadores. O mesmo ocorre com os monitores, plugados diretamente na CPU por um único cabo que carrega vídeo, USB e energia ao mesmo tempo. Por fim, o desktop (que pesa bem uns seis quilos) vem com o Pro Mouse e o novo teclado Pro, também de design arrojado e transparente, que tem duas entradas USB, controle de volume de som e 15 teclas programáveis, mas que, para nós, ainda apresenta o velho problema da acentuação. É preciso pressionar a tecla Option junto com alguma outra toda vez que se deseja usar um acento.
Outra novidade são os Power Macs com processadores G4 duais. O poder de fogo dessas máquinas pôde ser medido numa refrega entre um G4 de 500MHz e um Pentium III de 1GHz trabalhando em aplicações do Photoshop.
Já neste primeiro round, o G4 deu uma surra no Pentium, completando o trabalho 24 segundos à frente. A comparação subsequente dos G4 duais com o mesmo Pentium foi humilhante: eles completaram o trabalho mais de um minuto antes do chip da Intel.
Os novos G4 têm duplas de chips com 450MHz e 500MHz, mas o preço não vai mudar, permanecendo na casa dos US$ 2.500 a US$ 3.500. Já no caso da nova linha de iMacs, com design fresquinho e mais cores – Indigo (azul), Ruby (vermelho-sangue), Sage (verde acinzentado) e Snow (branco) –, o preço do entry-level (no caso o Indigo, com G3 de 350MHz, 64Mb de RAM e 7.3Gb de HD), caiu para US$ 799. O modelo Ruby, com G3 de 400MHz, 64Mb de RAM e 10Gb de disco, ficou em US$ 999. A configuração mais cara é a do Snow (500MHz, 128 de RAM e 30Gb), que sai a US$ 1.499. E tome rock: apropriadamente, a trilha sonora do Indigo na TV será o clássico ‘‘Blue Suede Shoes’’, por Elvis, e o Ruby é anunciado por ‘‘Ruby Ruby’’, de Dion – curiosamente, o único a ser poupado do acidente aéreo que matou Buddy Holly, Richie Valens e Big Bopper, no inverno de 1959. Os quatro fizeram um sorteio e ele teve de ir para casa de ônibus, enquanto os outros pegavam o avião. Sorte é isso aí.

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