O céu é o limite
A discussão de temas astronômicos e observação planetária já tem se tornado um hobby para muita gente em Londrina, inclusive profissionais de áreas completamente distintas. A maioria desses astrônomos amadores se encontra no Centro de Estudos Astronômicos, que já tem quatro anos e virou associação desde o ano passado.
A gente quer criar um suporte, uma estrutura para orientar as pessoas no novo milênio que está entrando, comenta o professor Marcelo Furuguem, coordenador do grupo e professor de Ciências em Tamarana. A idéia surgiu, segundo ele, quando monitorava um grupo de Astronomia e Astrofísica da UEL: os interesses em comum aproximaram esse pessoal fora da sala de aula.
Mas a intenção do grupo, que conta hoje com 15 pessoas, não é apenas reunir gente que já é iniciada na Astronomia. Pelo contrário: o trabalho com leigos, que têm interesse no assunto, é o principal objetivo. Tem muita gente que tem um telescópio em casa mas não sabe como utilizá-lo, embora não seja difícil, informa o professor.
Furuguem comenta que o interesse pela Astronomia resultou num bom mercado para o comércio de instrumentos de observação. Esse mercado normalmente cresce em épocas de aparição de cometas, como o Halle-Bopp que, no Brasil, fica visível até julho. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de dois milhões de pessoas praticam a Astronomia. No Brasil esse número é de cem mil e está crescendo cada vez mais. (L.H.)





