O câncer do cólon está
ligado à mutação genética
Uma mutação genética vinculada ao câncer de cólon hereditário mais comum foi descoberta em 1997 por pesquisadores americanos do Instituto Médico John Hopkins de Baltimore (Maryland), que criaram um procedimento para descobrir a presença desta anomalia a partir de um teste sanguíneo.
Os especialistas puderam estabelecer que esta mutação se achava no gene APC e que as pessoas que a apresentam têm entre 20% e 30% de probabilidades de padecer de câncer coloretal familiar (CCF).
Os pesquisadores, que trabalharam sob a direção do professor Bert Vogelstein, consideram que esta alteração se encontra em mais de meio milhão de judeus askenazis, grupo humano com o qual fizeram seus estudos.
Os especialistas, cujo estudo foi publicado na revista Nature Genetics, assinalaram que a descoberta era fundamental nas pesquisas sobre câncer, pois mostrava que uma alteração genética muito ligeira, que até o momento se acreditava não ter consequências, pode produzir o câncer.
Um dos autores do estudo, professor Kinzler, explicou que a mutação observada não provoca câncer por si mesma. ‘‘A mutação não altera a função do gene em virtude de um acréscimo ou de uma perda de material genético, como ocorre na maioria das causas genéticas ligadas ao câncer’’, explica. Porém, a mutação ocasiona uma instabilidade do código genético que desencadeia uma ‘‘cascata de mutações que provocam o câncer’’, disse.
O câncer do cólon sob todas suas formas afeta 6% da população nos Estados Unidos, onde a cada ano são diagnosticados mais de 130.000 novos casos.
Pelo menos 15% deles, e inclusive até 50%, são de origem hereditária, sendo o mais comum deles o câncer coloretal familiar. Os pesquisadores do John Hopkins consideram que 680.000 dos 11,2 milhões de judeus askenazis do mundo são portadores da alteração genética que foi descoberta.(France Presse)

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