O bom e velho toca-discos
Para atender a demanda dos audiófilos, até os antigos toca-discos estão sendo repaginados. Segundo os defensores, o som que vem dos discos de vinil é mais suave e natural. Vincenzo Cortese, cantor de ópera e audiófilo, é um dos adeptos do vinil. Na sua coleção musical, os 7 mil LPs sobrevivem à coleção de CDs, que já foi vendida há um tempo. ''Espero, até os 60 anos, chegar aos 10 mil (LPs). Nunca deixei de comprar, mesmo quando saiu a mídia digital. Sempre me dei conta da superioridade do analógico, que é irrepetível.''
''O vinil está voltando com força, mas não se acha um por menos de R$ 80'', comenta Dennis Schwaderr Bonotto, proprietário da Liquid Sound. Também não é em qualquer loja de música que os antigos vinis são encontrados. Caso o interessado não queira recorrer aos sebos, terá que procurar nas grandes livrarias ou lojas especializadas. No Brasil, a gravadora Polysom voltou a prensar discos de vinil.
Assim como o disco, o aparelho não é para qualquer um. Custa, em média, R$ 6,5 mil, incluindo a cápsula e o braço. Em compensação, a tecnologia evoluiu e encontrou todas as maneiras possíveis para dissipar as vibrações e livrar o som de qualquer ruído. Em um dos aparelhos de última geração, importado da Inglaterra, o eixo é que traciona o disco e não o prato, enquanto as cápsulas e os chassis, de elastômero, foram desenvolvidos de forma a absorver as vibrações. (M.F.C.)





