Novas máquinas G3 chegam ao Brasil
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de abril de 1999
Mario Jorge Passos Agência O Globo 
Pouco mais de dois meses após seu lançamento na MacWorld de São Francisco, chegam ao nosso mercado os PowerMacs G3 azuis e brancos, ou gelo e azul. O nome do produto é o mesmo (PowerMac G3), mas os adendos foram criados pela imprensa e pelos consumidores, como forma de distingui-los dos anteriores, os beges. Um exemplar do topo desta linha veio cair em nossas mãos para umas voltas no quarteirão.
A embalagem segue o mesmo design do iMac e, ao abri-la, encontra-se o que talvez seja o principal ponto negativo: o par teclado-mouse. O teclado, apesar de extremamente confortável, se assemelha ao de um Powerbook, e tem teclas de controle apenas do lado esquerdo, limitando o uso de atalhos e tornando a vida difícil para os canhotos. O mouse é o mesmo do iMac, pequeno e polêmico. Aprendi a usar, precisa ser com a ponta dos dedos, não com a palma da mão, mas muita gente se incomoda com o ioiô.
Segundo rumores, tanto um quanto o outro deveriam ser diferentes dos usados no iMac (que é um produto consumidor, enquanto os minitorre são profissionais), mas, dizem as fontes, não teriam ficado prontos a tempo.
O gabinete é grande e facílimo de abrir. Uma alavanca expõe de uma vez todo o conteúdo: dois pentes de 128Mb RAM, placa de vídeo ATI 128 bits com 16Mb de VRAM, controladora Ultra2 SCSI e HD de 9Gb. O processador é um G3 400 com 1Mb de backside cache rodando a 1:2 da velocidade do clock.
O teclado ADB é mais lento que o USB (não deveria ser), ao rodar o Virtual Game Station. Testamos várias vezes e os jogos reagem imediatamente ao teclado USB, mas sofrem um pequeno atraso com o ADB. Um adaptador USB/ADB (iMate) cria o problema inverso, o mouse fica rápido demais. O teclado-mouse USB originais funcionam perfeitamente.
Uma vez ligado, vê-se a principal virtude do bichinho: a velocidade. A performance de programas gráficos como Photoshop e Bryce 3D é impressionante. O Mac Bench 4.0 deu um benchmark acima de 13 para o processador. Isto quer dizer: rápido!
Agora, o grande problema (e põe grande nisso): o preço. O G3 400 custa US$ 5.523 - é, em dólares! - tornando-o inalcançável para boa parte dos usuários que poderiam aproveitar tanta velocidade. Para aliviá-lo, a Apple está aceitando Macs usados como parte do pagamento e oferece parcelamento em seis vezes, com juros de 3%.


