No princípio, era o papel
Até o ano passado, eu sabia muito pouco sobre a Nokia. Sabia que a empresa era finlandesa; que era líder mundial em tecnologia de celulares (bastava comparar a duração da bateria de um de seus aparelhos com a de um de qualquer outra marca); e que a pronuncia certa é Nókia, e não Nokía. Ainda assim, sabia muito mais do que quase todo mundo.
A Nokia nasceu em 1865, como modesta fábrica de papel, sobretudo higiênico (é sério, juro!). De lá para cá, fez de tudo um pouco; entre seus grandes sucessos, galochas de borracha, das quais se lembram, até hoje, finlandeses mais velhos. Nos anos 60, começou a fabricar eletro-eletrônicos, e a desenvolver pesquisas na área de rádio. Nos anos 70, já fabricava telefones sem fio e produtos para infra-estrtura de telecomunicações; mas foi nos anos 80 que passou a se destacar com tecnologia avançada. Em 87, por exemplo, lançou o primeiro telefone realmente portátil do mundo, que pesava ‘‘apenas’’ 800 gramas. Hoje inteiramente dedicada às telecomunicações, a Nokia é a maior fabricante de telefones móveis do mundo. (Cora Rónai)

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