Negócios na web terão de se adaptar
Na visão do consultor de Marketing Digital Olímpio Araújo Jr, os lojistas que comercializam produtos pela web e que não oferecem atendimento de qualidade terão de se adaptar para cumprir o que pede o Código de Defesa do Consumidor, caso as atualizações sejam aprovadas. Por exemplo, atentando-se mais à logística reversa, uma vez que as atualizações pedem garantias quanto ao período de arrependimento de sete dias caso o cliente não fique contente com a compra.
Como consumidor não tem contato com o produto no momento da compra, o risco de adquirir um produto que não é como o consumidor esperava é maior na internet. Desta forma, além de cuidar da logística de entrega, os lojistas na web também têm que estar preparados para receber o produto de volta, ou melhor, tentar evitar que devoluções ocorram. ''Sempre que se vende um produto, ele nunca volta do mesmo jeito. Isso é uma situação complicada e faz com que o lojista tenha que se adequar para tentar, de forma visual, por texto, ou vídeo, mostrar o máximo possível do produto para minimizar o erro.''
Outro cuidado é garantir que o produto chegue ao cliente em boas condições de funcionamento realizando testes e verificações. ''Conheço lojas que têm cuidado maior com produtos vendidos na loja virtual do que na física'', conta Araújo Jr. Afinal, a logística reversa para produtos comercializados pela internet são muito mais complexas e caras que no comércio físico.
Com relação à segurança dos dados dos clientes, Araújo Jr comenta que, ''com certeza, a grande maioria das plataformas não está preparada para isso.'' Ele cita o caso de um site que, mesmo exibindo selo de segurança em sua página, foi alvo de ataques, os contínuos ataques a sites de bancos e ainda, de ocorrências em outras plataformas, como as redes sociais. Ele lembrou de uma empresa cujo aplicativo do Facebook captava as informações pessoais de quem os utilizava e vendia a outras pessoas.
Por fim, disse concordar com as propostas de atualização. ''O objetivo do CDC é a proteção do consumidor, que na maioria das vezes é vítima de empresas que não são idôneas. Empresas idôneas não têm que ter medo da legislação e vão conquistar ainda mais clientes porque eles vão se sentir seguros para comprar.'' (M.F.C.)





