Navegar não é tão seguro
''O fato de o usuário não ter dado corretamente suas informações cadastrais não isenta a empresa da responsabilidade sobre os eventuais danos sofridos. A falha de segurança continua a mesma'', esclarece o advogado especialista Fernando De Pinho Barreira.
''Infelizmente o brasileiro ainda está sujeito a esses termos impostos para acessar diversas redes, sociais ou de games. De toda forma, qualquer eventual dano causado pela vulnerabilidade de segurança da Sony deve ser ressarcido pela empresa ou pela sua representante no Brasil'', concorda o advogado José Antonio Milagre, perito especializado em Segurança da Informação da empresa LegalTech, em São Paulo. ''O acesso de dados pessoais através de hackerismo pode constituir invasão de privacidade, e a empresa certamente foi negligente e pode ser acionada'', complementa.
Enquanto as consequências deste roubo virtual ainda esperam por esclarecimentos, uma coisa é certa: as mudanças das marés indicam que, por mais moderna que seja a embarcação, navegar não é mais tão seguro como antes. ''O usuário só deve fazer suas compras em ambientes seguros, e, de preferência, de empresas que não guardem o número do cartão no banco de dados'', recomenda Barreira. ''Juridicamente, é sempre necessário tomar cuidado com o aceite de cláusulas virtuais, que geralmente são apresentados antes da compra, e que poucas pessoas leem. Esses textos tem o valor de um contrato'', complementa. (R.C.)





