Astrônomos da agência espacial norte-americana, Nasa, detectaram dois novos tipos de buracos negros, corpos com massa suficientemente grande para perfurar o espaço e capturar até mesmo a radiação luminosa.
Por engolirem a luz, os buracos negros não podem ser observados diretamente. Utilizando telescópios de raios X, a equipe da Nasa descobriu buracos negros diferentes dos apresentados pelos modelos convencionais.
Antes da descoberta, divulgada esta semana, acreditava-se que buracos negros se originavam de estrelas de grande massa explodidas - as supernovas - ou eram remanescentes da formação do universo. O que se descobriu agora são astros com massa entre 10 a 100 vezes a massa do Sol, comprimidos em um espaço não maior que o representado pela Lua.
Esses novos buracos negros foram localizados no centro de 39 galáxias vizinhas. A detecção por raiosX deve-se ao fato de a violenta atração gravitacional produzida pelos buracos negros acelerar a matéria e fazer com que emita radiação eletromagnética, entre elas os raios X.
Edward Colbert e Richard Mushotzky, do Centro de Vôo Espacial Goddard, os descobridores dos novos astros, não têm uma explicação teórica para sua origem.
Quatro diferentes equipes de astrônomos trabalhando nos Estados Unidos também localizaram um sistema estelar triplo em torno da estrela Epsilon, da constelação de Andrômeda. Para a astrônoma Debra Fischer, da Universidade de San Francisco, na Califórnia, ‘‘isso significa que sistemas planetários como o nosso têm formação mais comum que pensávamos e a nossa galáxia, a Via Láctea, fervilha de sistemas planetários’’.
Até os anos 50 foi relativamente intensa a crença de que o sistema planetário resultou de uma formação acidental pelo choque gravitacional de uma estrela errante, que passou pelas proximidades do Sol. Essa crença, que agora começa a ser refutada observacionalmente, alimentou a idéia de que poderíamos ser a única inteligência do universo, que também tende a ser negada com a crescente descoberta de outros sistemas planetários.Reprodução/NASAAntes, os astrônomos acreditavam que os buracos negros se originavam de supernovas (foto), o que se descobriu agora são astros que têm entre 10 e 100 vezes a massa do Sol comprimidos em um espaço menorAgência Estado

mockup