Nanopartículas na área de cosmética
A Biodiversité, empresa de matérias-primas para a área de cosmética, está em processo de patente de uma tecnologia de encapsulamento de nanopartículas lipídicas sólidas (NLS) com óleos vegetais brasileiros. "As pessoas utilizam conservantes cujo principal elemento é um produto emoliente muito comedogênico, que quando aplicada na pele causa a oclusão dos poros, para estabilizar as nanocápsulas", explica Joyce Quenca, pesquisadora e sócia da Biodiversité. "E a gente desenvolveu uma tecnologia sem conservantes, estabilizadas com óleos vegetais."
A patente do produto já foi depositada e agora a empresa realiza os últimos testes. Trabalhar com nanopartículas na área de cosmética, segundo Joyce, promove a melhora da performance sensorial dos ingredientes ativos e o aumento da capacidade de hidratação. "A nano veio para ajudar que o princípio ativo dentro da nanocápsula possa executar sua função com mais eficácia." A Biodiversité, que tem parceria tecnológica com a francesa Sedna, inaugura uma fábrica em Londrina no final de julho com investimento acima de R$ 1 milhão. Em breve, a empresa também anuncia projeto na área de nanobiotecnologia de R$1,3 milhão em parceria com o Senai.
Em parceria com uma docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a farmácia de Manipulação Phloraceae estuda o uso da nanobiotecnologia na produção de cosméticos. Segundo a farmacêutica e gerente de qualidade da empresa, Daianny Festti Sussai, a nanobiotecnologia pode proporcionar uma efetividade maior do ativo do produto. Além disso, a farmácia planeja trabalhar com nanoencapsulamento para aumentar a estabilidade e a permeabilidade dos produtos.(M.F.C.)





