ReproduçãoAumento dramáticoA diabetes cresce mais entre os adultos e nos estilos de vida contemporâneos, nos quais as pessoas consomem muitos alimentos da classe errada e ganham peso excessivamenteA doença pode começar com sinais vagos demais para que qualquer um perceba. Mas os especialistas dizem que a diabetes é mortal e que a taxa de aumento dessa moléstia é tão elevada que já se constituiu uma epidemia mundial em grande escala.
A diabetes, que já é a quarta causa principal de morte em muitos países, afeta a 135 milhões de pessoas no mundo todo, e os especilaistas dizem que a quantidade de pessoas que sofrem dessa doença está passando por um aumento dramático.
‘‘Em 2010 haverá 240 milhões de diabéticos, a maioria deles em países em desenvolvimento’’, disse Marja-Riita Taskinen, da Universidade de Helsinque, presidente da conferência internacional sobre a diabetes realizada semana passada na capital da Finlândia. Até o ano 2025, essa cifra será de 300 milhões.
A cientista cita pesquisas do colega australiano Paul Zimmet sobre a diabetes do Tipo Dois, que afeta 90% dos portadores de diabetes em todo o planeta, em especial dos adultos. ‘‘Isso significa que teremos uma epidemia de diabetes no mundo’’, diz Taskinen, aludindo às projeções de Zimmet.
Na liderança do aumento da diabetes figuram as populações cada vez mais adultas e os estilos de vida contemporâneos, nos quais as pessoas consomem muitos alimentos da classe errada, ganham peso excessivamente e não fazem exercício suficiente, disse a Federação Internacional contra a Diabetes.
Aumentos dramáticos Em termos estatísticos, isso que dizer América do Norte, mais especificamente Estados Unidos e Canadá, onde a diabetes é a terceira causa de mortes em termos de doenças, superando inclusive os cânceres de mama e pulmão. Mas no leste do Mediterrâneo e no Oriente Médio, assim como o Sudeste Asiático, em especial na Índia, também tem ocorrido aumentos dramáticos da moléstia.
A Federação também considera que há riscos importantes na China, à medida que seus habitantes adquirem cada vez mais hábitos ocidentais. A previsão é que a taxa de diabetes aumentará 45% nas nações industrializadas, mas que o aumento será de 200% (o triplo do atual) em países em desenvolvimento, como os da América Latina.
Não há cura para a diabetes e aqueles que padecem da dependência de insulina, devem tomar até quatro injeções diárias da substância para sobreviver. Os cientistas não encontram outro método de tratamento nos 75 anos transcorridos desde que o canadense Leonard Thomas recebeu a primeira injeção.
A diabetes pode matar por si mesma, mas o faz muito raramente. Mais a miúdo, a morte ligada à diabetes é resultado das doenças associadas, em especial dos males cardíacos.
Não se sabe, com exatidão, o que provoca a diabetes, mas começa com as dificuldades do corpo para produzir o hormônio insulina (Tipo Um) ou para gerá-lo em quantidade suficiente (Tipo Dois). A insulina regula o nível de glicose no sangue e sua carência faz esses níveis dispararem.

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