Multimídia não substitui professor
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quarta-feira, 02 de abril de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaDisfarçados de jogos, produtos têm informações valiosasO hábito pela leitura e o gosto pelos estudos é cada vez menor entre o público infanto-juvenil. Por mais que pais e professores se esforcem, o interesse dos estudantes pelos livros de literatura infantil e paradidáticos perdeu espaço para a televisão, o computador e o videogame.
Pensando em reconquistar o público que foi engolido pela tecnologia, editoras importantes como Ática, Companhia das Letras, FTD e Moderna decidiram investir pesado em programas educativos. As editoras concentram seus lancamentos em CD-ROMs para usuários de 3 a 18 anos.
Disfarçados de brincadeiras, os softwares apresentam aulas de Português, Geografia, Matemática, Física, História e Inglês, trabalhando raciocínio e agilidade. Muitas vezes, eles exercem função especial na alfabetização. Que fiquem tranquilos os puristas e tecnofóbicos: o computador multimídia não substitui a educação e o acompanhamento de um bom professor.
As editoras admitem que a midia eletrônica ficará restrita a lançamentos de CD-ROMs educativos e infantis, além de obras de referência. Para Luiz Schwarcz, proprietário da Companhia das Letras, o leitor ainda prefere um bom livro para ler um romance. Romance interativo para adultos é uma bobagem, sentencia.


