Em geral, quem quer ter um smartphone com boas configurações precisa desembolsar um alto valor, ou então se contentar com aparelhos mais em conta que executam apenas as funções mais básicas. A Motorola lançou no final do ano passado um smartphone com boas configurações, aparência dos top de linha, tela de 4,5 polegadas a um preço mais acessível - a partir de R$ 649.
A versão mais barata tem memória de 8 GB. Os preços aumentam conforme o número de chips que suporta, a memória e os extras. O Moto G dual chip com 8 GB é vendido por R$ 699. Com 16 GB de memória, dual chip e três opções de capinhas coloridas (Colors Edition) além da preta, o preço sobe para R$ 799. A FOLHA testou a versão mais cara, de R$ 999, dual chip com 16 GB de memória e que vem com o fone de ouvido Tracks Air, da Sol Republic.
Com traseira fosca e tela grande, de 4,5 polegadas, o smartphone impressiona pela sua aparência. O tamanho da tela não é um impeditivo para quem gosta de assistir a vídeos ou jogar pelo dispositivo. Outra vantagem está no sistema operacional. Muitos dos smartphones top de linha com sistema operacional Android, lançados há algum tempo e que permanecem com preços altos, vêm com versão inferior do SO. O Moto G vem com o Android 4.3 JellyBean com atualização garantida para o Android 4.4, o Kit Kat.
A câmera tem apenas 5 MP. O Moto X, da mesma marca e lançado mais ou menos na mesma época, tem câmera de 10 MP – porém, aliado a configurações mais poderosas, acaba saindo por R$ 1.499. Para tirar fotos, basta tocar em qualquer lugar da tela. Também é possível ajustar o foco e a exposição sobre um ponto, e manter o dedo sobre a tela faz disparar uma sequência de fotos.
O processador é o quad-core Qualcomm Snapdragon 400, de 1.2 Ghz. A memória RAM é de 1 GB – a memória do Moto X é de 2 GB -, mas é possível usar aplicativos sem engasgos e navegar na web pelo smartphone sem precisar esperar muito pelo carregamento da página.
Assim como o Moto X, o Moto G vem com o aplicativo Assist instalado, que permite configurar perfis de uso de acordo com o que o usuário está fazendo – dirigindo, dormindo ou em uma reunião, por exemplo. Um porém, ouvido de usuários e reviews, é que ainda há poucas opções de capinhas disponíveis para o aparelho. Outra reclamação são as marcas de dedo que, inevitavelmente, ficam impressas na traseira do smartphone.

Music Edition
Em parceria com a Sol Republic, a Motorola oferece o headphone sem fio Tracks Air no pacote Music Edition, com o smartphone dual chip de 16 GB de memória por R$ 999. Sozinho, o headphone custa R$ 199,99 nos EUA. "Aqui no Brasil já tem de longa data uma demanda grande de consumo de música em smartphones", comenta Renato Arradi, gerente de produtos da Motorola. Segundo ele, o consumidor já tem o desejo de ouvir música com alta qualidade, por isso a aposta em um fone de alto valor agregado.
O fone tem alcance de até 150 metros, e permite que você ouça música com liberdade enquanto caminha pela casa ou pelo escritório, por exemplo. Para fazer o pareamento com o smartphone, o Tracks Air usa dois métodos: por Bluetooth ou através da tecnologia NFC, apenas aproximando o telefone. O Moto G, entretanto, não vem com NFC. Assim como outros fones de valor agregado mais elevado, o Tracks Air possui ótimo isolamento para os ruídos externos.

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